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Venezuela insiste em terrível cumplicidade da Colômbia com o narcotráfico

Caracas, 3 ago (EFE).- O ministro do Interior venezuelano, Tareq El Aissami, insistiu hoje na terrível cumplicidade que existe na Colômbia em relação a quadrilhas de traficantes de drogas e outras organizações criminosas.

EFE |

"Há um terrível estado de cumplicidade com o narcotráfico na Colômbia", disse o ministro em entrevista coletiva na qual denunciou novas "manipulações" do escritório da Polícia Internacional (Interpol) em Bogotá para desacreditar o Governo venezuelano.

Aissami disse que essa "cumplicidade" ficou evidente nas duas últimas apreensões de carregamentos de cocaína, uma de 235 quilos e outra de 1.129 quilos, as quais as autoridades colombianas não interceptaram apesar de saberem que seguiam para a Venezuela.

"Exigimos que nos expliquem por que a Colômbia não nos alertou sobre esses dois carregamentos de cocaína", afirmou o titular de Interior.

"Temos informações de que as autoridades colombianas sabiam deste carregamento", disse Aissami em referência aos 1.129 quilos de cocaína apreendidos em uma embarcação que atracou na cidade venezuelana de Puerto Cabello e que saiu de Guajira, na Colômbia.

Quanto à atuação da Interpol em Bogotá, o ministro disse que o escritório da entidade em Caracas enviará uma queixa à central da Polícia internacional em Paris para denunciar a "manipulação" processual de alguns casos "com a cumplicidade do Governo colombiano".

A causa imediata do protesto, explicou o ministro, foi uma notificação da Interpol de Bogotá em referência a uma suposta viagem da mexicana Lucía Andrea Morett Álvarez, tida como "terrorista", do México a Caracas.

Aissami disse que Morett "é uma das jovens que sobreviveram à emboscada criminosa do Exército colombiano em 1º de março de 2008" contra um acampamento clandestino das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador.

Para o ministro, a nota da Interpol de Bogotá quer induzir a pensar que a Venezuela é um refúgio de terroristas e criminosos.

Aissami afirmou que Morett "nunca esteve na Venezuela e nem se encontra em território nacional" e acrescentou que "o Governo de Bogotá é que protege terroristas e assassinos. Lá está Pedro Carmona, protegido pelo Governo colombiano".

Carmona, que se autoproclamou presidente e aboliu as instituições democráticas da Venezuela, foi um dos líderes do golpe de Estado de abril de 2002 contra o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Neste domingo, Aissami assegurou que as 32 toneladas de diferentes drogas confiscadas este ano na Venezuela "saíram da Colômbia com total impunidade". EFE rr/bba

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