Venezuela fixará nesta sexta-feira a data do referendo sobre a reeleição

A Venezuela entra em nova campanha eleitoral nesta sexta-feira, assim que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) definir a data do referendo sobre a emenda constitucional que estabeleceu a reeleição por tempo indefinido de presidentes e demais cargos públicos.

AFP |

A vice-presidente do CNE, Janeth Hernández, explicou nesta quinta-feira que a entidade receberá até amanhã a proposta de emenda da Carta Magna, aprovada pela Assembléia Nacional na noite da quarta-feira, para que possa definir a data da consulta popular para aprovação ou rejeição do texto.

A lei venezuelana estabelece que entre a entrega da proposta de emenda e a realização do referendo haja um espaço de 30 dias; diversos membros do governo, inclusive o presidente Hugo Chávez, adiantaram que a votação será realizada em 15 de fevereiro.

Chávez tem intensificado sua agenda pública e a defesa dessa emenda, que lhe permitirá apresentar-se a uma nova reeleição em 2012, quando deveria retirar-se, já que seu segundo e último mandato estará expirando.

"Ganhando a votação (sobre a emenda) estaríamos neutralizando a ameaça de um referendo revogatório, de um golpe de Estado", explicou Chávez recentemente, sublinhando que "será o povo que decidirá" o seu destino político.

A oposição considera esta emenda anticonstitucional e que obedece unicamente aos desejos de Chávez de seguir governando.

Além disso, seus líderes recordaram que a reeleição ilimitada já foi incluída em um projeto de reforma da Carta Magna estimulado pelo presidente venezuelano e rejeitado por um outro referendo, realizado em dezembro de 2007.

Um total de 140.000 militares garantirá a segurança desta consulta popular, informou o chefe do Comando Estratégico Operacional do Exército, general Jesús González.

A partir de sábado, os deputados da Assembléia Nacional (Parlamento), dominada pelo partido no poder, o Partido Socialista Unidos da Venezuela (PSUV), irão a todos os estados para explicar aos cidadãos a emenda e tirar dúvidas, explicou a presidenta da Câmara, Cilia Flores.

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