Venezuela expressa satisfação por não ter aderido à Alca

Caracas, 9 out (EFE) - A Venezuela insistiu hoje no desaparecimento do Fundo Monetário Internacional (FMI) e expressou satisfação por não ter entrado na Área de Livre-Comércio das Américas (Alca), promovida na região pelos Estados Unidos.

EFE |

A declaração foi feita pelo ministro do Planejamento, Haiman el-Troudi, em discurso no fórum "Respostas do Sul à crise econômica mundial", realizado em Caracas.

Troudi respaldou o pedido feito na quarta-feira pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, para que o FMI seja eliminado por ter induzido ou forçado muitos países em desenvolvimento a seguir políticas econômicas equivocadas, como as que originaram a atual crise financeira mundial.

"Os povos do terceiro mundo pedem a dissolução do FMI", disse o ministro, uma exigência, segundo ele, que se soma a outras como "a liquidação da dívida externa e a erradicação do sigilo bancário e dos paraísos fiscais".

O ministro questionou em que situação "desesperada" a Venezuela poderia se encontrar agora se tivesse concordado em aderir à Alca e tivesse aberto as portas aos "capitais voláteis" e a todos os "movimentos financeiros especulativos" com base nos Estados Unidos.

"Esses capitais teriam se aproveitado da bonança venezuelana, teriam absorvido grandes quantidades de divisas e hoje não teríamos reservas da ordem dos US$ 40 bilhões, que nos permitem enfrentar a crise com mais confiança que outros", disse o ministro.

"Não estamos absolutamente blindados, mas estamos muito mais bem preparados", acrescentou Troudi, que insistiu em que entrar na Alca "teria nos levado ao túmulo".

O funcionário lembrou que quando a Venezuela rejeitou a Alca e defendeu uma intervenção reguladora do Estado no campo econômico "caíram em cima de nós, como ocorre quando se governa a favor das maiorias".

Troudi afirmou que a atual crise "vem de longe" e qualificou de "desesperadas" as medidas adotadas pelos Governos dos Estados Unidos, Europa e alguns da Ásia.

"Tomara que estas medidas possam reduzir os efeitos de uma crise que é fruto da irresponsabilidade daqueles que atuam no marco do neoliberalismo", disse o titular de Planejamento. EFE rr/db

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