CARACAS - As manobras militares conjuntas da Venezuela e da Rússia no Caribe ocorrerão no final de novembro, disse na quinta-feira o chefe do Comando Estratégico Operacional de Caracas (CEO), e não em meados do mês, como havia afirmado um oficial naval de alta patente.

"Quatro barcos da frota russa vão estar no final do mês aqui perto do nosso país", disse o general Jesús González González, chefe do CEO.
Outro oficial havia dito em setembro que as manobras ocorreriam entre 10 e 14 de novembro.

EUA e Colômbia manifestaram preocupação com os exercícios, a primeira incursão naval da Rússia ao Caribe desde o fim da Guerra Fria, e com a aproximação entre Caracas e Moscou de forma geral. A Venezuela argumenta que realiza treinamentos com diversos países e que a Rússia é uma nação amiga.

O general González disse compreender as "expectativas a respeito da presença dos nossos irmãos russos aqui". "Mas, bem, são eles que agorinha estão nos fornecendo os materiais que de necessitamos para a nossa defesa", disse à saída de uma reunião com o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev.

A visita russa ocorreria depois das cruciais eleições de governadores e prefeitos em que Chávez espera obter maioria, e pode coincidir com a visita à Venezuela do presidente russo, Dmitry Medvedev.

González disse ainda que, em vez de se preocupar com as manobras, a Colômbia e os EUA deveriam se empenhar em combater o problema da produção e consumo de drogas, respectivamente.

A Rússia deve enviar ao Caribe um dos maiores navios de combate do mundo, o cruzador nuclear Pedro, o Grande, e o seu destróier mais moderno, o "Almirante Chabanenko".

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.