Venezuela e EUA abordam possibilidade de restabelecer diálogo energético

Washington, 16 abr (EFE).- Venezuela e Estados Unidos abordaram hoje a possibilidade de restabelecer o diálogo sobre o setor de energia, suspenso em 2004 pelo governo do ex-presidente George W.

EFE |

Bush, em reunião entre os ministros de Energia de ambos os países.

O ministro venezuelano de Energia e Petróleo, Rafael Ramírez, e o secretário de Energia dos EUA e prêmio Nobel de Física, Steven Chu, se reuniram hoje durante a reunião ministerial das Américas sobre Energia e Clima, organizada pela Presidência dos EUA em colaboração com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Organização dos Estados Americanos (OEA).

"Propomos um restabelecimento dos níveis de informação, de comunicação, como existiam no tema energético. Estamos de acordo com isso", explicou Ramírez em entrevista coletiva antes da reunião.

Por sua vez, Chu disse durante a entrevista coletiva de encerramento da reunião ministerial que desejava se reunir com Ramírez e qualificou a reunião como "um passo adiante".

O ministro venezuelano lembrou que sua última visita a Washington "foi muito desagradável pelo tratamento dado pelo Departamento de Energia e pelo Departamento de Estado" e, desde então, não visitou os EUA.

"Temos toda a disposição de escutar, de restabelecer os níveis de informação e voltar com esses mecanismos de troca de informação", disse Ramírez.

"Ainda me surpreendo com a desinformação de algumas autoridades a respeito do que está acontecendo na Venezuela e sobre nossas posições, nossas capacidades", completou.

Como exemplo, o ministro da Venezuela disse que algumas agências internacionais afirmam que a Venezuela produz 2 milhões de barris diários de petróleo quando na realidade são 3,1 milhões. Também assegura que a Faixa do Orinoco é a maior reserva de petróleo do mundo.

Por isso, na reunião com Chu, o ministro da Energia e Petróleo e presidente da estatal Petróleos de Venezuela SA (PDVSA) aproveitou para oferecer a seu colega e ao Governo americano a possibilidade de "ter informação de primeira mão, informação oficial".

"Há uma falta de troca de informação grande. Vamos falar como restabelecer isso", assinalou.

Caracas considera que essas discussões com Washington só beneficiam a ambos os países, ainda mais levando em conta que a Venezuela é um dos maiores fornecedores de petróleo dos EUA Por outro lado, Ramírez destacou que não foi aos EUA para buscar investimentos. EFE cae/dr/ma

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