Venezuela e Cemex definirão preço de companhia até 28 de setembro

Caracas, 27 ago (EFE) - O Governo da Venezuela e a empresa mexicana produtora de cimento Cemex definirão o preço das instalações da filial da companhia neste país até 28 de setembro, revelou hoje o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

EFE |

O governante disse em um discurso transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão que ambas as partes assinaram terça-feira à noite o "acordo para executar a entrega do controle e das operações da Cemex-Venezuela" ao Estado venezuelano, que define essa data.

Até então, as instalações da Cemex ficam às ordens de uma Comissão de Transição, em substituição da Junta Direção da Cemex-Venezuela, cujos integrantes "cessam suas funções na presente data", diz o texto lido por Chávez.

Solicitado pelo governante, o vice-presidente venezuelano, Ramón Carrizález, que liderou as negociações com a Cemex retomadas na segunda-feira passada, explicou que estão "voltados a definir a avaliação da empresa" depois de auditorias.

Ele afirmou que o processo se completa "dentro do marco do processo de desapropriação" já decretado.

O acordo adverte de que nem o Governo venezuelano nem a empresa mexicana "renunciam a qualquer reivindicação posterior" a 28 de setembro, mas Chávez assegurou que "a história simplesmente mudou aqui" e se colocou fim à entrega ao capital privado nacional e estrangeiro "do que restava do país".

Carrizalez negou na segunda-feira passada que o Governo de Chávez tenha subido o preço estimado dos iniciais US$ 650 milhões, frente aos US$ 1,3 bilhão que, segundo as autoridades venezuelanas, a Cemex pedia.

O Governo venezuelano tomou na semana passada as instalações da Cemex, após encerrar o prazo inicial de 60 dias de negociações preliminares para a nacionalização de toda a indústria de cimento do país.

Após o fracasso das negociações durante o primeiro prazo e depois de ser decretada a desapropriação, a empresa mexicana anunciou que apresentaria um requerimento perante o Centro Internacional de Regra de Diferenças Relativas a Investimentos (Ciadi) contra o confisco de seus bens.

No entanto, as duas partes acertaram retomar as negociações, após uma reunião entre o embaixador mexicano em Caracas, Jesús Mario Chacón, e Carrizalez. EFE ar/db

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