Venezuela e ANP formalizam relações diplomáticas

Caracas, 27 abr (EFE).- A Venezuela e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) formalizaram hoje o estabelecimento de relações com a abertura em Caracas de uma legação que pretende ser sede do trabalho diplomático palestino no continente.

EFE |

O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, e o ministro de Assuntos Exteriores palestino, Riyad al-Maliki, assinaram um acordo para estabelecer relações baseadas "nos princípios e normas comumente aceitas como direito internacional pelos membros da comunidade internacional".

O diplomata palestino declarou, durante o ato oficial realizado na sede da Chancelaria venezuelana, que aproveitará os nexos com Caracas "para estabelecer relações com todos os (cidadãos) de origem palestina que vivam na região e que já sejam cidadãos latino-americanos".

Maliki agradeceu pelas diversas manifestações venezuelanas em apoio à comunidade palestina que, segundo ele, "quer viver em normalidade como qualquer outro povo".

Após a ofensiva israelense em Gaza em dezembro e janeiro passados, o Governo venezuelano expulsou o corpo diplomático de Israel em Caracas.

Israel também expulsou, como medida de reciprocidade, a diplomacia venezuelana credenciada em Tel Aviv, assim como a representação diplomática do país latino-americano perante a ANP.

Para Maliki, as mostras de solidariedade do presidente venezuelano, Hugo Chávez, foram "um parâmetro muito claro" em todo o continente, e sua "coragem e apoio à justiça" fazem dele "o líder mais popular dentro do mundo árabe".

Já o chanceler venezuelano esclareceu que "a causa palestina" é um tema "primordial" para a "revolução" bolivariana de Chávez, que, assegurou "a toma como própria".

O chanceler desejou que o escritório diplomático sirva "para seguir mostrando a solidariedade permanente, eterna" de seu povo "a essa grande causa de justiça e humanidade".

O acordo assinado por Maduro e Maliki assegura que as relações diplomáticas entre Venezuela e ANP se baseiam "em princípios internacionais" como "a igualdade entre os Estados e o respeito por sua independência".

A maior parte das embaixadas de países latino-americanos perante a ANP fora abertas nos anos 90, como de Brasil e Chile, e nos últimos anos se inauguraram as de México e Argentina. EFE pvg/rr

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