Venezuela diz que só um diplomata israelense fica em Caracas

Caracas, 14 jan (EFE).- O ministro venezuelano de Relações Exteriores, Nicolás Maduro, afirmou hoje que somente um diplomata israelense permanece em Caracas para encarregar-se dos assuntos básicos da representação e que o presidente Hugo Chávez mantém a medida de expulsão do embaixador israelense, Shlomo Cohen.

EFE |

Através de um comunicado, Maduro desmentiu "informações da 'Agência Judaica de Notícias'", segundo as quais Chávez, buscaria "restabelecer laços com Israel".

O chanceler asseverou que "a informação da 'Agência Judaica de Notícias' tem o objetivo de manipular para tentar diminuir o impacto moral e político da decisão de Caracas de declarar persona non grata e expulsar sete funcionários da embaixada israelense, incluindo o embaixador em Caracas".

"Reduzimos a relação diplomática à sua mínima expressão, fica um só funcionário que se encarregará dos assuntos básicos administrativos da missão de Israel em Caracas", afirmou Maduro no comunicado oficial.

Chávez expulsou em 6 de janeiro o embaixador Cohen, que deixou a Venezuela três dias depois, com mais seis diplomatas israelenses credenciados em Caracas.

Israel disse ontem que aguarda a confirmação do Governo da Venezuela no fechamento de sua embaixada em Caracas, o que considera que ocorreu de fato com a expulsão de todos seus diplomatas credenciados no país, segundo explicou à Agência a Efe um funcionário do Ministério de Relações Exteriores israelense.

Chávez ratificou ontem à noite seu repúdio à ofensiva militar que classificou como "agressão genocida de Israel contra o povo palestino", sem mencionar os ataques prévios do Hamas a Israel, inclusive antes do fim do cessar-fogo de 19 de dezembro. EFE gf/jp

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