Venezuela diz que problema da droga é de Colômbia e EUA

Caracas, 19 mai (EFE) - O problema das drogas no mundo está na Colômbia, que é o maior produtor, e nos Estados Unidos, que são o maior consumidor, e não na Venezuela, indicou hoje o ministro do Interior venezuelano, Ramón Rodríguez Chacín. O alto funcionário respondeu assim às afirmações do responsável antidrogas dos Estados Unidos, John Walters, com as quais, segundo Rodríguez Chacín, pretendeu-se esconder essa realidade e dar a entender que a Venezuela é um fator relevante no mundo do tráfico de drogas. Walters disse no domingo em Bogotá que enquanto a Colômbia foi melhorando, na Venezuela o tráfico foi aumentando, e há uma ameaça direta para os Estados Unidos, Europa, América Central e África, que a causa a facilitação do tráfico através da Venezuela. É preciso ser hipócrita para dizer isso quando, segundo números da ONU, a Colômbia é o maior produtor de drogas do mundo e os Estados Unidos são o maior consumidor de drogas do mundo. O problema está entre Colômbia e EUA, mas esse senhor quer tapar isso acusando a Venezuela, disse o ministro.

EFE |

"São os EUA que pioraram sensivelmente a apreensão de drogas em seu território, segundo a ONU, não segundo o Governo venezuelano", disse Rodríguez Chacín.

O ministro indicou que os maiores lucros do tráfico internacional de drogas, que para ele são "valores fabulosos", não ficam com os traficantes, mas com o setor financeiro americano por trás do qual, segundo o funcionário, está "a elite que dirige os EUA".

Rodríguez Chacín considerou que os US$ 7 bilhões investidos pelos EUA na luta contra a droga em território colombiano foram um "fracasso" e afirmou que em vez de serem destinados a combater o narcotráfico, foram usados "para promover seu sistema político nessa cabeça de ponte que para eles representa a Colômbia".

O ministro lembrou que nos EUA há 56 milhões de drogados e que o país produz mais maconha que "milho, soja, trigo e vegetais".

"E estes são os descarados que lutam contra a droga e os que certificam ou descertificam outros países?", questionou o ministro.

EFE rr/db

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