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Venezuela deseja ter diálogo respeitoso com próximo Governo dos EUA

Caracas, 22 out (EFE).- A Venezuela deseja ter um diálogo respeitoso com a próxima administração dos Estados Unidos e uma relação que permita recuperar e potenciar os níveis dos laços comerciais, energéticos e culturais que há entre as sociedades.

EFE |

Isto foi afirmado à Agência Efe pelo chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, que afirmou que o presidente George W. Bush "deixa destroçadas as relações do Governo dos EUA com a América Latina e o Caribe e, inclusive, com o resto do mundo".

"Nós somos os mais interessados em ter (com Washington) um diálogo sobre a base do respeito, é chave... Acabou o tempo em que eles podiam vir e tratar nosso país como uma colônia petrolífera.

Acabou e eles sabem. Este tempo nunca mais voltará", declarou o ministro.

"Quem vir à Casa Branca terá que nos respeitar, seja um ou outro", declarou em alusão aos dois candidatos à Presidência dos EUA, o republicano John McCain e o democrata Barack Obama.

As tensas relações entre Venezuela e EUA sofreram um repentino esfriamento em meados de setembro, quando o presidente venezuelano, Hugo Chávez, ordenou a expulsão do embaixador americano em Caracas, Patrick Duddy, ação que Washington respondeu com uma medida similar.

Chávez, cujo país é o quinto exportador mundial de petróleo e um dos principais fornecedores de petróleo dos EUA, disse então ter tomado esta decisão "em solidariedade à Bolívia".

Em suas declarações, Maduro afirmou que caberá ao Governo dos EUA "refletir e retificar sua relação com a Venezuela e com a América Latina e o Caribe".

"Desejamos que haja processos positivos na mudança" de administração nos EUA, "mas não dependemos disto", acrescentou o chanceler venezuelano.

Maduro afirmou que, em seus oito anos de Governo, Bush quis "destruir" Chávez e reiterou as acusações contra Washington de "sabotagens, conspirações e complôs contra a vida" do chefe de Estado venezuelano.

O chanceler afirmou também que "no pior momento das relações com o Governo (dos EUA), é o melhor momento da relação de nosso país com a sociedade americana", e citou encontros e laços com representantes de universidades, movimentos sindicais, intelectuais, artistas e congressistas.

"Uma coisa é a sociedade, inclusive com diferença de critérios, mas (com pessoas) capazes de dialogar e respeitar...." e outra são "estes talibãs neoconservadores que governaram os EUA e que tanto dano fizeram" no país e na relação dos EUA com o mundo, afirmou.

Maduro se negou a fazer uma previsão sobre quem vencerá as próximas eleições americanas no início de novembro e também não quis comentar um eventual futuro encontro entre Chávez e Obama, em caso de o segundo ser eleito presidente.

"É necessário esperar", comentou, antes de dizer que o sistema de votos dos Estados Unidos é "um sistema estranho" e afirmar que "há oito anos perdeu quem recebeu mais votos".

"Ninguém pode dizer o que vai acontecer. Esperamos para ver o que acontece e depois veremos o que fazemos", concluiu. EFE eb/fal

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