Venezuela: Denúncia de ministro colombiano busca tapar escândalos em seu país

Caracas, 10 mai (EFE).- A declaração do ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, sobre uma suposta ligação entre a Venezuela e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) busca tapar os escândalos políticos que agitam esse país, disse hoje o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro.

EFE |

"Quer criar um escândalo superior que esconda os problemas internos da Colômbia que competem aos colombianos resolver", disse Maduro ao canal estatal "Venezolana de Televisión".

O ministro das Relações Exteriores venezuelano considerou que Santos é "um provocador, anti-venezuelano, que odeia" seu país e "pretende encobrir com um escândalo o que está ocorrendo na Colômbia".

Maduro não citou os problemas que Santos estaria tentando esconder ao mencionar uma suposta relação entre o Governo venezuelano e a guerrilha das Farc.

Santos teria declarado, segundo a imprensa venezuelana, que o líder das Farc, "Ivan Márquez", está na Venezuela e que o Governo não faz nada para detê-lo.

O ministro venezuelano disse que as afirmações de Santos fazem parte de uma "campanha mundial" organizada pelo "Governo decadente e derrotado dos Estados Unidos contra o Governo democrático e legítimo da Venezuela".

Maduro pediu a Bogotá que "tome as rédeas do assunto sobre as declarações insolentes e infames de Santos e que responda se suas declarações fazem parte da posição oficial do Governo".

"Fizemos esforços suficientes para superar os últimos eventos, para melhorar a relação comercial e política, mas o que vem de lá são infâmias e insolências permanentes para armar escândalos", acrescentou Maduro.

"Pedimos ao povo da Colômbia para que abra bem os olhos, que esteja preparado porque estão buscando um escândalo, e essa gente é capaz de qualquer coisa para tapar as verdades que estão saindo", disse o chefe da diplomacia venezuelana.

Afirmou que as armas da campanha midiática contra a Venezuela são o jornal americano "The Wall Street Journal", o "El País" da Espanha e o "El Nacional" da Venezuela. EFE rr/bm/an

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