Venezuela critica postura de Colômbia sobre suspeitas de espionagem

Caracas, 9 abr (EFE).- O Governo venezuelano acusou hoje o Executivo da Colômbia de querer se fazer de vítima sobre os casos de suspeitas de espionagem de colombianos detidos na Venezuela e afirmou que se trata de uma posição inaceitável.

EFE |

"O Governo de Álvaro Uribe tornou pública uma posição inaceitável frente às legítimas e substanciadas denúncias do Governo da República Bolivariana da Venezuela sobre a descoberta de uma operação de espionagem", anunciou o Executivo de Hugo Chávez, em um comunicado público.

"Mais uma vez o atual Governo da Colômbia quer se fazer de vítima, em um caso que envolve um grupo de pessoas capturadas em flagrante com provas de espionagem, que atentam contra nossa pátria.

Trata-se de uma manobra de distração, diante da gravidade de fatos que demonstram a ação constante de grupos conspiratórios contra a paz e a segurança" da Venezuela, acrescenta.

Chávez antecipou ontem à noite que responderia com uma nota "lacônica, mas firme" a Uribe, que, na quarta-feira, pediu que fossem respeitados os direitos dos vários milhões de cidadãos da Colômbia que vivem na Venezuela, além de ter reivindicado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos medidas para garantir a segurança dos supostos espiões.

Após ressaltar que "99% dos colombianos são dignos e nobres", que "foram respeitados todos os direitos humanos" e que durante seu Governo foram legalizados "milhões de imigrantes ilegais colombianos que agora estão trabalhando conosco", Chávez negou os maus-tratos alegados por Uribe com seu pedido.

Sobre os detidos, Chávez esclareceu que ainda não foram condenados pela justiça venezuelana, que ainda deve revisar "fortes indícios de espionagem", em "computadores, muitas fotografias, códigos segredos ou semissecretos, atividades estranhas e contradições entre eles".

O comunicado oficial acrescenta que as declarações de Uribe "constituem uma tentativa para minar de forma duradoura o possível caminho ao restabelecimento de relações normais com a Venezuela".

Os detidos, cujo número exato ainda não foi divulgado, embora a princípio tenha sido anunciado oito, pertencem a uma mesma família que vive na Venezuela há anos, onde possuem uma fábrica de sorvete, segundo o Governo colombiano.

O Executivo de Chávez afirma, pelo contrário, que essas pessoas colhiam informações para atentar contra o sistema elétrico venezuelano e tinham fotos de centrais e outras instalações. EFE ar/pd

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