Havana, 30 abr (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, criticou hoje o Governo de Barack Obama por dar continuidade à maquinaria imperial que, na opinião dele, representam os relatórios como o divulgado hoje sobre terrorismo pelo Departamento de Estado americano.

"O relatório do qual nós tivemos conhecimento hoje do Departamento de Estado tem muito de George W. Bush (ex-presidente dos Estados Unidos). Tem muito dessa velha maquinaria imperial e demonstra claramente o que é a contradição hoje na Administração americana", disse o chanceler a jornalistas em Havana.

O presidente americano mantém um discurso que, por um lado, "estende uma mão amistosa" com "promessas de mudança", mas "a verdade verdadeira é que há uma maquinaria imperial que pretende nos ditar pautas, que pretende nos qualificar, que pretende julgar países soberanos como a Venezuela", afirmou.

Hoje, os EUA criticaram o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pelos "elogios" à guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e também lamentou as "estreitas relações" do líder da Nicarágua, Daniel Ortega, com essa organização.

"A Venezuela não pode ser qualificada de maneira nenhuma por relatório do Departamento de Estado nem por nenhum organismo nos EUA", acrescentou Maduro, que participa, em Havana, da reunião ministerial do Movimento dos Países Não-Alinhados (Noal).

O chanceler venezuelano insistiu em que o Governo americano deve determinar se quer estender a "mão respeitosa" à América Latina ou optar pela "inércia de uma maquinaria que segue nas mãos dos piores setores que governaram esse país durante oito anos com o clã Bush".

EFE arj/db

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