Venezuela convida Argentina a aderir a moeda comum

Buenos Aires, 15 mai (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, convidou hoje a chefe de Estado argentina, Cristina Fernández de Kichner, a estudar a possibilidade de se juntar ao sucre, um sistema monetário de compensação comercial proposto pelos países da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba).

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"Seria muito bom que a Argentina começasse com a Alba a estudar essa possibilidade", expressou Chávez em coletiva de imprensa junto a Cristina, após uma reunião bilateral em Buenos Aires.

O venezuelano disse que o Sistema Único de Compensação Regional de Pagamentos (sucre) será utilizado como uma unidade monetária virtual para a troca comercial em substituição ao dólar, mas ressaltou que a iniciativa marca o início de um "caminho rumo a uma moeda física" regional, assim como os europeus fizeram.

Os membros da Alba, integrada por Venezuela, Bolívia, Cuba, Nicarágua, Dominica e Honduras, preveem iniciar em setembro testes de troca com essa moeda virtual, que depois será compensada com o equivalente às divisas locais.

Argentina e Brasil implementaram desde outubro passado, através de seus bancos centrais, um sistema para comércio bilateral em moedas locais (peso e real), sem a necessidade de utilizar o dólar para liquidar as operações.

Entre outros pontos, Chávez e Cristina acordaram hoje fomentar o comércio bilateral.

Nesse contexto, a governante argentina reconheceu que este ano seu país não vai crescer "a taxas chinesas", pois "a crise global vai impedir isso".

"É impossível que as economias de nossos países sigam crescendo ao mesmo ritmo. A crise atinge a todos", reconheceu, por sua vez, Chávez.

Os dois governantes defenderam o papel do Estado como interventor na economia e nas empresas com "dificuldades".

Chávez disse que os países da região precisam criar uma nova arquitetura financeira internacional sem esperar que sejam feitas "no norte" as mudanças necessárias.

"É urgente que ativemos o Banco do Sul. Não devemos perder mais tempo, nem um dia", afirmou o chefe de Estado sobre a entidade formada por sete países sul-americanos e que precisa de injeção de recursos para começar a operar. EFE nk/rr

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