Venezuela assume controle de filiais de Holcim e Lafarge no país

Caracas, 30 jul (EFE).- O Governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou hoje que toma posse formalmente as filiais no país das empresas Holcim (Suíça) e Lafarge (França), ambas produtoras de cimento, após pagar por 40% das ações de cada uma delas.

EFE |

Esses 40% do capital acionário das duas empresas custaram US$ 378.434.865 aos cofres venezuelanos, de acordo com o "estipulado com os proprietários", disse em comunicado o ministro de Obras Públicas e Habitação da Venezuela, Diosdado Cabello.

"O Estado venezuelano, com este pagamento, toma posse destas empresas de maneira formal", reiterou Cabello, ao mesmo tempo em que informou que existe um prazo de quatro anos para pagar, "sem juros", um montante não revelado por uma percentagem maior e não especificada do restante das ações.

No caso da Holcim, o Governo venezuelano assinou no início de 2009 um memorando o qual estipulou que a empresa receberia US$ 552 milhões por 85% de suas ações, mas o comunicado de Cabello não especificou se nos próximos quatro anos o país pagará por 60% do total dos papéis restantes ou somente pelos 45% que faltam.

Já o acordo com a francesa Lafarge previa que o Governo deveria pagar US$ 267 milhões por 89% de sua filial na Venezuela.

Segundo a nota ministerial emitida hoje, "até este momento não foi possível obter uma negociação nos mesmos termos com a filial local da Cementos Mexicanos (Cemex), pois a empresa foi abandonada e desmantelada".

A nacionalização do setor foi formalizada com um decreto promulgado pelo Governo venezuelano em 18 de junho de 2008.

No caso da Cemex, a informação à época era de que a companhia pedia US$ 1,3 bilhão pelo total de seus ativos. O Governo da Venezuela teria os avaliado em US$ 400 milhões.

Chávez disse que se fixará até o dia 26 de setembro "um preço justo, em função dos relatórios de várias auditorias em andamento".

O acordo com a Holcim representa também a retirada de um processo de indenização que a empresa apresentou no início do ano ao tribunal arbitral internacional do Banco Mundial.

O Governo venezuelano destacou que esse tipo de processo não é mais possível, uma vez que se legislou a respeito e os contratos que o Estado assina atualmente contemplam a Justiça venezuelana como a única instância admitida para resolver disputas. EFE ar/bba

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