Um artigo na última edição da revista britânica The Economist diz que Venezuela, Argentina e Equador são os três países da América Latina mais vulneráveis a problemas decorrentes da atual crise econômica global. O texto, intitulado Keeping their Fingers Crossed (Mantendo os Dedos Cruzados, em tradução livre), alerta que o problema para esses países é que a crise está vindo acompanhada de uma diminuição no preço de commodities da qual dependem suas economias.

"Aqueles países que têm sido mais hostis ao capitalismo global parecem ser os mais expostos a suas mudanças de humor", diz o artigo.

"A Venezuela, que deixou de fabricar produtos que seus consumidores querem para importá-los pagando por eles com a renda do petróleo, parece estar particularmente vulnerável", continua a revista, se referindo à queda do preço do petróleo no mercado internacional.

"Cortar os gastos públicos é uma opção, mas não parece uma que ele (o presidente da Venezuela, Hugo Chávez) desejaria contemplar antes das eleições (estaduais e municipais) de novembro."
Argentina e Brasil
No caso da Argentina, o problema é a queda no preço de produtos agrícolas de exportação.

A Economist lembra que a 10% dos recursos obtidos pelo governo do país vêm dos impostos sobre as exportações. "Uma queda nos preços das commodities iria pressionar os fazendeiros (que já pagam um imposto de 35% sobre as exportações) e reacender seus recentes protestos.

Ainda de acordo com a revista, o Brasil, entre os países da América Latina, está numa posição confortável para enfrentar a crise - por ter equilibrado seu orçamento e construído grandes superávits comerciais e reservas em dólares -, mas não inteiramente segura.

"As commodities respondem por cerca de metade de suas exportações, deixando o país, também vulnerável a uma queda nos preços", diz a Economist.

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