Venezuela adverte Merkel que suas críticas alteram relações bilaterais

As declarações da chanceler alemã Angela Merkel sobre o presidente venezuelano, Hugo Chávez, alteram as relações bilaterais, advertiu nesta terça-feira o governo da Venezuela, pedindo que a dirigente européia respeite o princípio de não ingerência.

AFP |

"Suas declarações não apenas alteram as relações bilaterais como põem sob suspeita a intenção do governo alemão de querer estreitar os laços de amizade com todos os países da América Latina e do Caribe", declarou o governo em um comunicado.

Merkel disse em uma entrevista na semana passada que apenas um país, se referindo a Venezuela, "não pode alterar as relações entre a União Européia (UE) e a América Latina". Além disso, assinalou que "o presidente Chávez não é a voz da América Latina".

"A Venezuela, nem no passado nem no presente, foi um fator de perturbação na América Latina, Europa ou no mundo, e se satisfaz ao saber que a chanceler Merkel não é a única voz na UE; e apenas um país não poderá alterar nem as relações entre a Venezuela e a UE nem as relações regionais", acrescenta o texto do governo.

Em seu comunicado, o Executivo venezuelano se mostrou "surpreendido" pelo fato de a chanceler "arremeter contra Hugo Chávez" e fazer "comentários inamistosos" às vésperas da cúpula entre UE e América Latina em 16 e 17 de maio.

Merkel vai participar desse encontro e realiza visitas oficiais durante a semana a Brasil, Peru, Colômbia e México.

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