Venezuela adverte EUA sobre ameaça de ligar país a terrorismo

NOVA YORK - O governo da Venezuela fez uma advertência, nesta quinta-feira, aos Estados Unidos para que não incluam o país na sua lista de Estados patrocinadores do terrorismo, citando a possível perda de perda de exportações e empregos e a importância do petróleo venezuelano para os EUA.

Reuters |

O governo norte-americano diz estar investigando acusações do governo da Colômbia de que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, ofereceu 300 milhões de dólares à guerrilha colombiana Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Em março, uma importante fonte oficial norte-americana disse que as informações sobre a ligação Caracas-Farc eram perturbadoras, mas que os EUA estavam distantes de incluir a Venezuela na lista de governos terroristas. Washington qualifica as Farc como um grupo terrorista.

'Houve recentes indicações de que o governo Bush e seus aliados no Congresso querem designar a Venezuela como um Estado patrocinador do terrorismo', disse o embaixador venezuelano na ONU, Bernardo Alvarez, em discurso a advogados e investidores em Nova York.

'Haverá gravíssimas consequências econômicas se uma medida politicamente motivada como esta for tomada. Pensem só nos cerca de 10,2 bilhões de dólares perdidos em exportações dos EUA à Venezuela, em 230 mil empregos ligados às exportações e em 1,58 milhão de barris de petróleo por dia da Venezuela', afirmou.

Atualmente a lista de países que os EUA acusam de patrocinar o terrorismo contém cinco integrantes: Cuba, Irã, Coréia do Norte, Sudão e Síria.

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