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Venezuela acusa Washington Post de intervir nos assuntos do país

Washington, 24 ago (EFE).- A embaixada venezuelana nos Estados Unidos acusou hoje o jornal The Washington Post de abusar de sua posição privilegiada e de interferir nos assuntos internos do país, em um editorial no qual afirma que o Governo americano se mostrou frágil perante o da Venezuela.

EFE |

Para a embaixada, o editorial publicado hoje responde a uma "grosseira campanha de desinformação e mentiras contra o Governo do Presidente Hugo Chávez".

No texto, o jornal pede ao Governo de Barack Obama uma política mais agressiva para conter o Executivo de Hugo Chávez, a quem acusa de apoiar os guerrilheiros colombianos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), de estreitar laços com o Irã e de fechar várias emissoras de rádio no país.

Apesar deste comportamento, Chávez conseguiu pôr "o Governo de Obama na defensiva", ao denunciar o acordo de cooperação em matéria de defesa que os Estados Unidos assinaram com a Colômbia, e que dará ao Exército americano acesso a sete bases militares em território colombiano.

O "Washington Post" diz que para o Governo de Obama "não teria sido muito difícil rebater estas acusações sem sentido, mas sua resposta foi tardia e fraca".

O jornal afirmou ainda que é uma vitória para o Governo de Chávez desviar a atenção para o acordo entre EUA e Colômbia, que será estudado em uma cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) nesta sexta-feira na Argentina.

Em comunicado divulgado hoje, a embaixada da Venezuela acusa o jornal de "criticar irresponsavelmente o Governo do Presidente Hugo Chávez e o glorioso povo venezuelano".

O Governo venezuelano reitera a inexistência de nexos com a guerrilha colombiana.

Além disso, acusa o "Washington Post" de utilizar "as recentes alegações sobre as armas supostamente encontradas com as Farc para justificar a militarização do conflito armado que a afeta a Colômbia há seis décadas, e a ameaçante e injustificada presença militar americana na região".

Para a Venezuela, a militarização "responde a outros interesses e objetivos que colocam em risco a estabilidade, a paz, o desenvolvimento e integração do hemisfério". EFE pgp/db

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