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Venezuela acusa Colômbia de espionagem e conspiração

O ministério das Relações Exteriores da Venezuela acusou, nesta segunda-feira, agentes da polícia secreta da Colômbia de estarem em território venezuelano realizando atividades de conspiração e espionagem contra o governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez. Por meio de uma nota de protesto, o ministério condenou a reiterada presença de funcionários do Departamento Administrativo de Segurança (DAS- agência secreta colombiana) na Venezuela.

BBC Brasil |

Segundo o comunicado dirigido à chancelaria colombiana, os funcionários foram "detectados realizando trabalhos de espionagem e tentativas de suborno".

Para o governo Chávez, as atividades do DAS são "claramente inamistosas e tipificadas como delito" e teriam como objetivo, a implementação de "um grande plano de conspiração e desestabilização contra a Venezuela, com repercussões na região".

Na nota, o governo venezuelano exige o "fim imediato" de todas as atividades "que atentem contra a soberania, integridade territorial e democrática da Venezuela".

De acordo com a chancelaria venezuelana, as informações têm como base documentos que teriam sido apreendidos por meio de investigações.

Fronteira
Essa é a segunda nota de protesto emitida em 48 horas contra o governo de Álvaro Uribe.

No sábado, o ministério venezuelano de Relações Exteriores emitiu uma primeira nota "condenando" as acusações do ministro de Defesa colombiano, Gabriel Silva.

Silva havia afirmado que na Venezuela "existe a possibilidade de quase um tráfico livre" de aviões utilizados pelo narcotráfico com destino à América Central.

Também em resposta, no domingo, Chávez acusou o ministro colombiabo de "retardado mental".

Ainda no sábado, foram descobertos dez corpos de jogadores de futebol amador que tinham sido sequestrados no estado venezuelano de Táchira, fronteira com a Colômbia. Oito pessoas do grupo eram colombianas. O incidente reforçou a porosidade da fronteira colombo - venezuelana, local de trânsito de paramilitares e grupos guerrilheiros.

De acordo com a imprensa local, o governo da Colômbia teria solicitado autorização para aterrissar um avião que seria utilizado para o traslado dos corpos. Ainda segundo os jornais locais, a Venezuela teria rejeitado o pedido e optado por levar os corpos dos colombianos, que trabalhavam como vendedores ambulantes na linha fronteiriça, em veículos do estado de Táchira à Cucuta, na Colômbia.

Em um ato público, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, pediu ao seu homólogo venezuelano coordenar medidas para "proteger a vida" dos habitantes da fronteira de mais de 2,2 quilômetros.

" Faço um chamado ao governo da Venezuela, a seu presidente, que por cima de qualquer diferença, busquemos como pode haver uma coordenação de atividades para proteger o direito à vida dos cidadãos colombianos e venezuelanos", afirmou Uribe nesta segunda-feira.

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