Globovisión - Mundo - iG" /

Venezuela abre processo administrativo e penal contra a Globovisión

Caracas, 7 set (EFE).- O Governo venezuelano abriu hoje investigação administrativa contra o canal privado Globovisión, sob a acusação de que a emissora comete infrações como magnicídio, golpe de Estado e, ainda, incentiva a criminalidade.

EFE |

Segundo Diosdado Cabello, diretor da Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel), além do procedimento administrativo, o Governo pediu à Promotoria para que abra processo penal contra a "Globovisión".

Ele explicou que estas ações se justificam porque a emissora fomenta a desordem com a exibição de mensagens criminosas. O diretor da Conatel, que também é ministro de Obras Públicas, disse que esses comunicados são "filtrados" pelo canal, por seu conteúdo e exibidos com o consentimento de seus responsáveis.

"Não há desculpas, trata-se de uma conduta antidemocrática. Em todo caso, as medidas estão estritamente dentro da lei. Neste país não há intocáveis", alertou o político.

Diante das argumentações da "Globovisión" de que o Governo quer restringir suas atividades, Cabello afirma que só está fazendo cumprir a lei.

O ministro também fez alusão às declarações de alguns dirigentes de oposição. Segundo eles, a Venezuela vive uma guerra entre o setor pró-Governo e os opositores.

"Dizem que é guerra, pois se é guerra, vamos ver quem tem mais munição", desafiou o ministro.

Para esclarecer que não é uma perseguição, o titular da Conatel mencionou as 240 emissoras de rádio que não apresentaram a documentação necessária para funcionar legalmente e que estão sendo investigadas. Destas, 34 perderam as licenças em definitivo.

Ele lembrou que existem mais de 700 rádios em funcionamento no país, todas cumprindo as obrigações legais.

"Esses procedimentos seguem porque estamos decididos a democratizar a distribuição radiofônica", apontou Cabello.

O Governo venezuelano sustenta que, para democratizar, será preciso combater o "latifúndio midiático", maneira pela qual como os porta-vozes oficiais se referem aos oligopólios dos meios de comunicação. EFE rr/dm/bba

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG