Veltroni tenta entusiasmar italianos com uma nova forma de fazer política

Roma, 12 abr (EFE).- Walter Veltroni, candidato a primeiro-ministro da Itália pelo Partido Democrata (PD) nas eleições gerais de amanhã e segunda-feira, se apresenta, aos 52 anos, como ícone de uma nova geração de políticos no país.

EFE |

"Si può fare" é o lema eleitoral de Veltroni, em tradução similar ao "Yes, We Can" (Sim, Nós Podemos) do senador americano Barack Obama, pré-candidato democrata à Casa Branca no pleito deste ano.

Jornalista e nascido em Roma, cidade da qual foi prefeito por sete anos, Veltroni tenta voltar a entusiasmar os italianos com a política, por meio de uma maior proximidade com os eleitores e de um discurso direto.

É considerado um otimista e está convencido de que na sociedade moderna "a cultura e o diálogo são fundamentais".

Veltroni, que possui um passado de militância comunista, é um político estimado por todas as forças de centro e de esquerda, e possui uma imagem relativamente nova e jovem em comparação com grande parte dos políticos italianos.

Um novo candidato e uma nova legenda no panorama político do país, o PD, criado em outubro passado a partir da fusão entre o Democratas de Esquerda (DS) - herdeiro do Partido Comunista Italiano (PCI) - e o Margarida, de centro.

Veltroni é ainda o primeiro líder de um partido na história da política italiana eleito por meio de primárias, nas quais bateu claramente seus principais adversários internos.

Na atual campanha para a chefia de Governo, Veltroni preferiu dar espaço aos mais jovens, com o objetivo de renovar a política italiana.

O dirigente lançou uma nova forma de falar com os eleitores, subindo em um ônibus ecológico de cor verde para percorrer 12.650 quilômetros e apresentando, dessa forma, seu programa em 110 províncias.

A carreira política de Veltroni tem início em grupos de jovens comunistas. Obteve sua primeira cadeira como deputado na lista do PCI nas eleições de junho de 1987, mas depois chegou a comentar que nunca se sentiu um comunista.

Entre 1992 e 1996 dirigiu o diário "L'Unità", órgão de imprensa ligado ao DS. Deixou o cargo para ocupar o de ministro da Cultura no primeiro mandato de Romano Prodi à frente do Governo (1996-1998).

Em 2001, Veltroni foi eleito prefeito de Roma com 53% dos votos, e em 2006 conseguiu ser reeleito com 61,4%.

Uma das principais paixões de Veltroni é a cultura. Seus esforços para promovê-la foram reconhecidos em 2000 pelo Governo francês com o recebimento da insígnia da Legião de Honra, condecoração de alto nível outorgada por Paris.

Veltroni publicou cerca de 20 livros, entre eles "Forse Dio è malato - Diario di un viaggio africano" ("Talvez Deus esteja doente - Diário de uma viagem africana", em tradução livre) e o romance "Descoberta ao Amanhecer", que ficaram entre os mais vendidos na Itália.

Casado e com duas filhas, é grande fã de cinema, e em 2006 criou o Festival de Cinema de Roma, uma alternativa mais popular e acessível ao tradicional festival de Veneza.

Também é um amante do esporte, sobretudo do basquete, e se declara torcedor da Juventus no futebol. EFE cr/fr

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