Veltroni promete uma nova Itália e conclama uma reviravolta eleitoral

Roma, 11 abr (EFE).- O líder do Partido Democrata (PD) italiano, Walter Veltroni, convidou nesta sexta-feira os eleitores a enterrar o passado e dar uma reviravolta eleitoral que abra a Itália para a modernidade, durante um comício em Roma com o qual fechou sua campanha.

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"A chave da campanha eleitoral está na escolha entre o passado e o futuro", disse Veltroni aos milhares de seguidores - 150 mil segundo o partido -, reunidos na Praça Popolo, em uma noite chuvosa.

Em declarações dadas antes do comício, Veltroni disse que a cada hora que passava estava "cada vez mais seguro" de seu triunfo eleitoral sobre o líder do conservador Povo da Liberdade, Silvio Berlusconi, nas eleições de domingo e segunda-feira.

O candidato conservador apresentou vantagem sobre Veltroni durante toda a campanha eleitoral, e as últimas pesquisas apontam uma diferença entre oito e cinco pontos na Câmara dos Deputados, com uma taxa de indecisos de 30%.

Veltroni advertiu que a abstenção "nunca é neutra", pois um cidadão, "de uma forma ou de outra", sempre está mais próximo de um partido que de outro.

O candidato do PD, que se declarou otimista, assegurou que existe a possibilidade de fazer as "mudanças profundas" que a Itália necessita.

Veltroni contrapôs sua visão do país e da política à de seu rival Berlusconi e mesmo sem citar seu nome, fez críticas a algumas de suas últimas declarações, como a referência a uma possível renúncia do chefe do Estado, Giorgio Napolitano, e a sugestão de que os magistrados se submetessem a testes periódicos de sanidade mental.

O candidato do PD afirmou que "é preciso amar a Itália, não usá-la" e disse que governar o país "não é uma cruz, um sacrifício ou uma concessão, mas a maior honra que um italiano pode receber".

Veltroni previu que na segunda-feira pela noite, quando os resultados das eleições forem conhecidos, o "Povo da Liberdade não existirá mais, pois é só uma aliança eleitoral", e os partidos individuais que a formam permanecerão de isoladamente.

Com um declarado empenho em acabar com o trabalho precário, que afeta especialmente os jovens, e que definiu como "a mais inaceitável desigualdade social", Veltroni reiterou que as primeiras medidas de um futuro Governo seu seriam contra este fenômeno.

Veltroni realizou sua campanha eleitoral em um ônibus com o qual percorreu mais de 12.650 quilômetros para apresentar seu programa em 110 cidades.

"Nossa viagem pela Itália acaba aqui, em Roma, mas em breve começará outra para mudar a Itália, para fazê-la um país mais livre e justo", afirmou o candidato. EFE cr/mac/fb

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