Veja quem são as vítimas dos ataques na França

Ataques a militares e ação em escola judaica deixaram sete mortos, entre militares e crianças; suspeito está cercado

BBC Brasil |

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Os três ataques ocorridos no sudoeste da França nos últimos dias deixaram um saldo trágico: sete mortos, dois feridos graves e um país em choque.

A polícia francesa suspeita que o francês de origem argelina Mohamed Merah , de 24 anos, seja o autor dos atentados.

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Entre os sobreviventes está o soldado antilhano Loïc Liber, de 28 anos, ferido com uma bala na coluna em um ataque a tiros em 15 de março , na cidade de Montauban. Ele continua em coma em um hospital em Toulouse.

Outro ferido é o jovem de 17 anos atingido no ataque a uma escola judaica em Toulouse , na segunda-feira, no qual quatro pessoas foram mortas. Ele foi atingido no pulmão e no coração e já passou por várias cirurgias. Sua identidade ainda não foi confirmada.

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Conheça as vítimas fatais dos ataques na França:

AFP
O paraquedista Imad Ibn Ziaten morreu na região de Toulouse
Imad Ibn Ziaten

O paraquedista Imad Ibn Ziaten , de 30 anos, foi morto a tiros em 11 de março, em uma área tranquila na cidade de Toulouse, enquanto esperava para mostrar a um eventual comprador a motocicleta que tentava vender. A polícia acredita que o atirador marcou o encontro com Ziaten a partir do anúncio que a vítima postou na internet para vender a moto Suzuki Bandit.

Militar de carreira, o sargento integrava as Forças Armadas francesas havia oito anos, onde serviu com distinção. No dia em que foi morto, Ziaten não vestia uniforme.

Segundo a polícia, o atirador talvez não soubesse que Ziaten era de origem norte-africana, já que o anúncio não trazia seu nome, mas mencionava que ele era um militar. Segundo a imprensa francesa, ele era divorciado e não tinha filhos. 

AFP
O militar Abel Chennouf, 25 anos, foi morto em Montauban
Abel Chennouf

O também paraquedista militar Abel Chennouf, de 25 anos, foi morto a tiros no dia 15, quando estava em frente a um caixa eletrônico na cidade de Montauban com dois colegas. Nascido em Manduel, no Departamento de Gard, na França, Chennouf tinha origem norte-africana e era católico praticante.

Segundo a agência de notícias France Presse, Chennouf se preparava para ser pai. Sua namorada, Caroline Monet, espera um filho para maio.

AFP
Militar desde 2010, Mohamed Legouade tinha 26 anos
Mohamed Legouad

Militar desde 2010, Mohamed Legouad, de 26 anos, foi morto no dia 15, em Montauban, ao lado de seu colega Abel Chennouf.

Nascido em Meyzieu, perto de Lyon, ele tinha origem argelina e era apelidado de Shams ("sol", em árabe), por causa de sua personalidade alegre. Amigos entrevistados pelo jornal Le Progrès afirmam que Legouad tinha sempre um sorriso no rosto e era apaixonado por futebol.

Vizinhos, ainda chocados com a notícia, dizem não acreditar que Legouad foi alvo do atirador por causa de sua origem argelina.

AFP
Jonathan Sandler era professor de religião na escola judaica Ozar Hatorah
Jonathan, Gabriel e Arieh Sandler

O rabino Jonathan Sandler, de 30 anos, era professor de religião na escola judaica Ozar Hatorah, em Toulouse, palco do ataque de segunda-feira. Sandler foi morto ao lado dos dois filhos, Gabriel, de quatro anos, e Arieh, de cinco. Segundo testemunhas, no momento do ataque Sandler tentou proteger os filhos com o próprio corpo.

Nascido em Paris, ele tinha dupla nacionalidade francesa e israelense e passou a maior parte da vida estudando a Torá e trabalhando com a comunidade judaica. Ele também se dedicava a ensinar crianças com dificuldades de aprendizado.

Além dos dois meninos mortos no ataque, Sandler tinha uma filha pequena, e sua mulher, Eva, estaria  grávida. Sandler e os dois filhos foram sepultados nesta quarta-feira, em Jerusalém.

Myriam Monsonego

Filha de um professor da escola judaica, Myriam Monsonego, de 7 anos, também tinha dupla nacionalidade. Segundo testemunhas, o atirador agarrou Myriam pelos cabelos e matou a menina com um tiro na cabeça.

Ela também foi enterrada nesta quarta-feira, em Jerusalém.

AP
Eva Sandler, mulher de rabino e duas crianças mortas em ataque à escola na França, chora durante funeral em Jerusalém

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