Veja a repercussão da posse de Barack Obama

Barack Hussein Obama tomou posse nesta terça-feira como o 44º presidente dos Estados Unidos e milhares de pessoas se reuniram em frente ao Capitólio para assistir a cerimônia de posse. Longe da capital federal americana, líderes e chefes de Estado de todo o mundo parabenizam Obama e expressam seus desejos em relação ao próximo presidente americano.

Redação com agências internacionais |

Abaixo, algumas mensagens enviadas a Obama:

Alemanha

A chanceler alemã, Angela Merkel, desejou "habilidade e boa sorte" a Barack Obama lembrando a crise financeira que o mundo atravessa. Segundo a chanceler, os Estados Unidos representam a chave para o fim da crise mundial.

"Queremos que tenha habilidade e boa sorte para voltar a colocar em marcha a economia americana, que, enquanto maior economia mundial, constitui a chave para superar a crise", afirmou a dirigente conservadora em uma entrevista à emissora pública de televisão ARD.

A posse de Obama, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, representa "um grande momento para os Estados Unidos" e um "acontecimento sociopolítico", que oferece "muitas oportunidades", destacou Merkel.

Argentina

O governo de Cristina Kirchner também fez referência à crise financeira mundial e expressou seu desejo de que Barack Obama atue bem no cargo de presidente dos Estados Unidos.

"Que tudo corra bem a Obama significa que o mundo comece a sair de uma crise fenomenal", declarou o chefe do Gabinete argentino, Sergio Massa, que disse que os EUA "são um dos motores da economia mundial".

Massa também disse em entrevista à emissora "Radio 10" que a chegada de Obama à Casa Branca "abre uma nova etapa de esperança e de enorme expectativa" para a relação dos Estados Unidos com a América Latina. 

China

Por ocasião da posse do presidente dos EUA, a China afirmou que gostaria de ter relações militares mais fortes com o país depois que Barack Obama assumir a Presidência, afirmou um porta-voz chinês na terça-feira, dizendo que está a cargo do Pentágono suspender os obstáculos às trocas.

A China suspendeu suas relações militares com Washington em outubro, em protesto aos 6,5 bilhões de armamentos vendidos para Taiwan, a ilha autônoma que a China considera uma província rebelde. As trocas militares também foram atrapalhadas devido aos desentendimentos em relação a acesso e segurança.

Mas Hu Changming, porta-voz do ministério da Defesa chinês, disse que o governo de Obama pode abrir caminho para a expansão dos contatos entre o país que tem o maior Exército do mundo e suas forças de modernização.

"Neste novo período, esperamos que a China e os Estados Unidos lutem juntos para criar condições favoráveis para promover melhorar constantes e para desenvolver ligações entre nossos Exércitos", disse Hu em uma coletiva de imprensa para lançar a nova lei de Defesa da China.

"Com as relações entre os dois Exércitos tendo dificuldades, pedimos ao Departamento de Defesa norte-americano que remova os obstáculos a estas relações e tome atitudes efetivas para criar condições de uma melhora saudável destas relações".

França

Durante uma visita ao norte da França, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou que "deseja" que Barack Obama comece a trabalhar para "mudar o mundo com ele".

A chegada de Obama à Presidência também foi considerada uma boa notícia pelos socialistas franceses, cujo assessor de relações internacionais, Jean-Christophe Cambadilis, assegurou hoje que a Europa deve estar à altura para "reaquecer" as relações transatlânticas.

Inglaterra

A rainha Elizabeth II enviou uma mensagem pessoal de apoio ao presidente eleito dos Estados Unidos, informou o Palácio de Buckingham. A mensagem foi enviada na segunda-feira pela rainha, de 82 anos, que expressou "cordialidade e bons desejos" para a Presidência de Obama.

Desde que assumiu o trono em 1952, Elizabeth II reuniu-se com todos os presidentes americanos, com exceção de Lyndon Johnson (1908-1973), que governou os Estados Unidos de 1963 a 1969. Barack Obama será o 12º presidente dos EUA durante o reinado de Elizabeth.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, também enviou uma mensagem a Obama dizendo que o Reino Unido está pronto para trabalhar com os EUA em muitos dos "desafios internacionais" que há pela frente, como o processo de paz no Oriente Médio, a crise econômica global e Afeganistão.

O primeiro-ministro afirmou a seus ministros que seu governo compartilha "muitos dos valores" que defende Obama.

Israel

Ehud Olmert, o primeiro-ministro de Israel, disse que Obama "mobilizou uma grande quantidade de boa vontade e apoio em todos os setores da sociedade".

"Essa mobilização de boa vontade está se tornando sua força com todo o direito. E eu espero que todos nós possamos traduzir essa ocasião em oportunidade real para pacificar, para se encontrar, para manter um diálogo e trazer uma solução de paz a todos os lados envolvidos", afirmou Olmert.

Papa Bento 16

O Papa Bento 16 pediu a Barack Obama que promova a paz e a cooperação entre as nações, em um telegrama enviado e divulgado pelo Vaticano.

"Rezo para que se comprometa em promover a compreensão, a cooperação e a paz entre as nações", escreveu o Papa na mensagem dirigida ao 44º presidente.

No telegrama, o pontífice defende que, sob a presidência de Obama, "o povo americano continue achando em sua profunda herança religiosa e política os valores espirituais e os princípios éticos necessários para cooperar na construção de uma sociedade livre e justa, marcada pela dignidade, a igualdade e os direitos de todos seus membros", escreveu.

Venezuela

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou não ter ilusões com a chegada de Barack Obama à Casa Branca, mas expressou satisfação com o fim do Governo de George W. Bush.

"Que ninguém tenha ilusões, pois se trata do império americano", afirmou Chávez em um ato com simpatizantes em Barcelona, oeste do país. Ele qualificou Bush de ser o presidente "mais rejeitado em seu próprio país e no mundo", o qual encheu "de terror e violência".

O governante venezuelano desejou que "a chegada (de Obama) marque uma mudança de verdade nas relações dos Estados Unidos com os países do terceiro mundo".

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