Vazamentos do WikiLeaks vão testar relação Washington-Londres

Expectativa é de que as informações comecem a ser divulgadas neste domingo

EFE |

A nova série de vazamentos de documentos oficiais americanos por meio do site Wikileaks prevista para as próximas horas vai colocar à prova a relação entre os Estados Unidos e o Reino Unido. O anúncio consta neste domingo na imprensa britânica, antecipando conteúdos de alguns documentos, principalmente comunicações recentes entre as embaixadas americanas e Washington do período entre janeiro de 2009 e junho de 2010.

Fontes do Governo britânico citadas pelo The Sunday Telegraph indicaram que os vazamentos serão publicados a conta-gotas durante toda semana e incluem comentários de diplomatas americanos sobre o ex-primeiro-ministro trabalhista britânico Gordon Brown e sobre as eleições realizadas em maio. Uma dessas fontes explicou que os vazamentos "serão mais embaraçosos do que prejudiciais" para o atual governo de coalizão entre conservadores e liberais-democratas, mas que "o anterior governo trabalhista tem muitas mais razões para ficar nervoso".

O Sunday Telegraph assinala que é "praticamente certo" que as conversas abordam o difícil relacionamento de Brown com o presidente americano, Barack Obama, incluindo uma visita a Nova York em setembro de 2009 durante a qual a Casa Branca foi acusada de "desprezar" o ex-líder britânico.

The Mail on Sunday garante que serão divulgadas 800 mensagens da embaixada americana em Londres com comentários "negativos e hostis" sobre Brown e o governo trabalhista, supostamente em relação à entrega no ano passado à Líbia de Abdelbaset Ali Mohmed Al Megrahi, condenado pelo atentado de Lockerbie de 1988.

A publicação afirma que há "corrosivos" comentários sobre a personalidade de Brown e preocupação com que seguisse no poder. Conforme o jornal britânico, os documentos poderiam mostrar "a pouca consideração" que a Casa Branca tem pela denominada "relação especial" entre Washington e Londres, e que a opinião sobre o atual primeiro-ministro, David Cameron, também não é boa.

Após conhecer-se que seriam divulgados novos documentos pelo WikiLeaks, o governo americano entrou em contato com seus aliados, preocupado pelo dano que estas revelações possam causar na relação com países como Reino Unido, Israel e Canadá.

No caso de Londres, o embaixador americano, Louis Susman, reuniu-se nos últimos dias com membros do governo britânico. Sunday Telegraph e The Mail on Sunday informam que a primeira divulgação de documentos deverá trazer "comentários vívidos" feitos por diplomatas americanos sobre líderes mundiais como Nelson Mandela, Robert Mugabe (presidente do Zimbábue), Hamid Karzai (presidente do Afeganistão) e Muammar Kadafi (presidente da Líbia).

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