Vazamento leva Hungria a pedir ajuda a vizinhos europeus

Autoridades solicitaram envio de especialistas em descontaminação e meio ambiente, depois de vazamento chegar ao rio Danúbio

iG São Paulo |

A Hungria, atingida por um grave acidente industrial que começou a afetar o ecossistema do rio Danúbio, pediu oficialmente, na noite desta quinta-feira, ajuda ao mecanismo de Defesa Civil europeu.

As autoridades húngaras solicitaram o envio de especialistas em vazamento tóxico, descontaminação e meio ambiente.

"A Hungria foi atingida por uma catástrofe ambiental. Este tipo de catástrofe não respeita fronteiras, e uma resposta europeia coordenada pode ajudar a fornecer a ajuda mais eficiente possível. Faço um apelo a todos os Estados da União Europeia para que respondam com generosidade ao pedido da Hungria", disse a comissária para ajuda de emergência, Kristalina Georgieva.

O mecanismo europeu de Defesa Civil, que reúne 31 Estados (27 membros da UE e Croácia, Islândia, Lichtenstein e Noruega), facilita a cooperação em matéria de reação às catástrofes.

Capacidade de contaminação

O vazamento de lama altamente tóxica que devastou o oeste da Hungria chegou nesta quinta-feira ao rio Danúbio, o segundo mais longo da Europa, mas sua capacidade de contaminação foi reduzida substancialmente. Apesar da redução da acidez a níveis toleráveis, foram registradas as primeiras mortes de peixes pela contaminação no Danúbio, embora em zonas muito limitadas.

Nos últimos dias, os esforços para diminuir a alcalinidade da água nos rios Marcal, Raba e Mosoni-Duna, afluentes do Danúbio, consumiram mais de 500 toneladas de gesso e ácidos.

Os especialistas consultados também confiam que a dissolução da lama seja muito mais rápida no Danúbio, por ser um rio muito mais caudaloso que os afetados até agora.

O vazamento de lama saturada de metais pesados da empresa de alumínio MAL, na última segunda-feira, alagou área de cerca de 40 quilômetros quadrados, com 7 mil habitantes, e causou a morte de quatro pessoas, além de ter deixado outros 150 feridos.

As organizações ambientalistas definiram o acidente como um dos piores desastres ecológicos ocorridos na Europa nos últimos 20 anos, e temem que as consequências sejam sentidas na flora e na fauna das regiões afetadas durante anos .

*Com EFE e AFP

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