Vaticano reitera ser a favor da descriminalização do homossexualismo

Cidade do Vaticano, 11 dez (EFE).- A Igreja Católica é a favor da legalização do homossexualismo, isso não se questiona, mas é contrária ao casamentos entre pessoas do mesmo sexo, afirmou hoje o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.

EFE |

O jesuíta Lombardi reiterou, com essas palavras, a postura da Santa Sé após a polêmica gerada por declarações do arcebispo Celestino Migliore, observador permanente vaticano nas Nações Unidas, contrárias ao documento que a França deve apresentar perante a ONU em nome da União Européia para descriminalizar o homossexualismo no mundo.

"Certamente é indiscutível que a Igreja possa ser a favor de criminalizar os comportamentos homossexuais ou, inclusive, a pena de morte. A Igreja é contra leis penais que considerem um crime o homossexualismo. A Igreja é a favor da descriminalização", manifestou Lombardi durante a apresentação de uma mensagem do papa sobre a paz.

No entanto, considera que "nem todos os comportamentos sexuais se podem colocar no mesmo plano, em todas as situações e em todas as normas".

"Um exemplo neste sentido é o do casamento. A Igreja só reconhece o casamento entre um homem e uma mulher e não aceita pôr no mesmo nível o de pessoas do mesmo sexo", argumentou.

Lombardi negou também hoje que o Vaticano tenha iniciado uma campanha contra a ONU, "como escreveram alguns meios de comunicação", e afirmou que foi gerada uma polêmica por um documento que ainda não foi apresentado e se desconhece.

"O documento da França não foi ainda apresentado e é preciso saber do que se trata. Por isso, não é o caso de construir polêmicas por um objeto que não está claro e que parece que não será submetido à votação na próxima assembléia da ONU", assinalou Lombardi.

O arcebispo Celestino Migliore mostrou, em 1º de dezembro, sua oposição à proposta da França ao argumentar que a descriminalização do homossexualismo pode "se transformar em um instrumento de pressão ou discriminação" contra aqueles - como a Igreja Católica - que só aceitam como válido o casamento entre um homem e uma mulher.

Perante a polêmica, Lombardi explicou então que "obviamente ninguém quer defender a pena de morte para os homossexuais" e por sua vez especificou que há 150 Estados-membros da ONU que não tinham aderido à proposta francesa. EFE JL/rr

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