Vaticano reitera que papa desconhecia caso de padre pedófilo de Munique

Cidade do Vaticano, 26 mar (EFE).- O cardeal Joseph Ratzinger, quando era arcebispo de Munique (Alemanha), não soube da decisão de reintegrar o sacerdote conhecido como H.

EFE |

na atividade pastoral paroquial, afirmou hoje o porta-voz vaticano, Federico Lombardi, assinalando que qualquer outra versão é "mera especulação".

Com estas palavras, Lombardi desmentiu o publicado hoje nesse sentido por "The New York Times", assinalando que o artigo do jornal americano "não contém informações novas, diferentes, em relação às anunciadas pela arquidiocese de Munique sobre a situação do sacerdote H.".

O porta-voz vaticano lembrou que o então vigário-geral da arquidiocese bávara, Gerhard Gruber, assumiu a "total responsabilidade de sua própria e equivocada decisão de reintegrar H. na pastoral paroquial".

Em meados deste mês, o jornal alemão "Süddeutsche Zeitung" informou que na década de 80, quando era arcebispo de Munique e Freising, Ratzinger autorizou que um sacerdote com antecedentes de pedofilia e que tinha sido expulso por esse motivo do bispado da cidade alemã de Essen, trabalhasse na capital bávara.

Lombardi, já no dia 12 de março, assegurou que o papa era "totalmente alheio ao caso" e que o ex-vigário Gruber tinha assumido sua responsabilidade e reconhecido que "não fez caso das indicações do então arcebispo Joseph Ratzinger, que tinha disposto que o sacerdote não desenvolvia nenhuma atividade pastoral".

Ontem, o "New York Times" publicou outra nota na qual assegurou que o papa - quando era o cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé - e o atual secretário de Estado, Tarcisio Bertone, encobriram o sacerdote americano Lawrence C.

Murphy, acusado de abusar sexualmente de cerca de 200 menores entre 1950 e 1970 em uma escola para crianças surdas do estado de Wisconsin.

O Vaticano o desmentiu categoricamente, denunciando uma "ignóbil campanha" para bater a qualquer custo no papa. EFE jl/ma

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