O sínodo dos bispos católicos que será concluído neste sábado no Vaticano pretende fazer com que a palavra divina encontre seu lugar em todos os meios de comunicação moderna, do rádio à Internet, sem esquecer do iPod.

Os religiosos do mundo inteiro, reunidos desde 5 de outubro para falar sobre "a palavra de Deus", apelam para uma maior difusão da Bíblia, o livro sagrado cristão, em todos os idiomas do planeta".

"A palavra divina deve também soar através do rádio, da difusão virtual on-line, de CDs e DVDs, no iPod", assim como nas telas da televisão e do cinema, na imprensa, nos eventos culturais e sociais".

O sínodo lembra que estas novas formas de comunicação, em relação à maneira tradicional, adotaram sua "própria forma de expressão" e que é preciso uma formação "técnica" e "cultural" para este empreendimento.

Além da "mensagem ao povo de Deus", um texto com umas dez páginas, o sínodo adotou uma série de propostas inspiradas no Papa Bento XVI para reafirmar o caráter central da Bíblia e sua interpretação religiosa na vida da Igreja Católica.

Não foi decidido se as propostas serão divulgadas ao público em geral, informou hoje o presidente do conselho pontifical para a Cultura, o arcebispo Gianfranco Ravasi, durante entrevista à imprensa.

Monsenhor Ravasi também convidou o mundo da cultura a "conhecer a Bíblia para conhecer a identidade do Ocidente". "Por que nossas crianças devem saber tudo sobre Homero e nada sobre Moisés?", perguntou.

"Sem a Bíblia, não se pode compreender Goethe, Pascal ou Voltaire", estimou.

A mensagem do sínodo põe também destaque no "diálogo respeitoso" com o judaísmo e com outras religiões, "a começar pelo Islã".

Destaca também que "o cristianismo tem afinidades com as grandes tradições religiosas do Oriente", o budismo, o hinduísmo e o confucionismo.

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