Vaticano pede reforço na luta contra a hanseníase

Cidade do Vaticano, 29 jan (EFE).- Os 210 mil novos casos de hanseníase registrados no ano passado em todo o mundo levaram o Vaticano a pedir hoje à comunidade internacional para que reforce a luta contra a doença.

EFE |

O pedido foi feito pelo presidente do Pontifício Conselho para a Saúde (espécie de Ministério da Saúde do Vaticano), o arcebispo Zygmunt Zimowski, por ocasião do 57º dia mundial de combate à hanseníase, que será lembrado no próximo domingo.

Zimoswski lembrou que a hanseníase é uma doença "antiga", mas não por isso menos devastadora, e ressaltou que, "infelizmente", mesmo um paciente curado "carrega as inconfundíveis mutilações e muitas vezes se vê condenado à solidão e ao medo, a permanecer como invisível aos olhos dos outros, da sociedade e da opinião pública".

O arcebispo lembrou que, embora existam tratamentos eficientes para a hanseníase hoje em dia, a doença continua se espalhando.

Segundo Zimoswki, alguns dos fatores que favorecem a propagação da doença são a falta de higiene, uma alimentação insuficiente e falta de acesso a tratamentos médicos.

O responsável de Saúde do Vaticano acrescentou que não se deve esquecer "as campanhas de educação e de sensibilização para ajudar as pessoas afetadas e seus familiares a sair da exclusão e conseguir os tratamentos necessários".

O Brasil é o segundo país em número de portadores da hanseníase, atrás apenas da Índia. EFE JL/bba

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