Vaticano pede o fim do direito à força na abertura de seu ano judicial

Cidade do Vaticano, 10 jan (EFE).- O secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, pediu hoje a interrupção do uso do direito à força durante a tradicional missa celebrada no Vaticano por ocasião da abertura do ano judicial da Santa Sé.

EFE |

"A força do direito deve fazer desaparecer a barbárie do direito à força", afirmou Bertone, que quis enviar esta mensagem ante a "violência bruta sempre injustificada" que se vive nos dias atuais no âmbito internacional.

"Infelizmente esta é uma mensagem e uma exigência que volta insistentemente a nossos dias. Como disse (o escritor francês) Charles Péguy, a democracia é o hábito de quem faz prevalecer a força do direito que protege os mais fracos e que se afasta da violência e do abuso", declarou o cardeal.

O secretário de Estado do Vaticano lembrou aos trabalhadores judiciais da Santa Sé que devem "responder a uma justiça superior" e que sempre devem ser "respeitosos com a verdade e atentos aos direitos do homem".

"O que deve guiar o ânimo de quem trabalha no âmbito da justiça não é a afirmação pessoal, a satisfação pessoal ou a exposição pessoal", declarou.

Bertone disse que o deve guiar os trabalhadores judiciais é "a tutela do bem comum, a defesa dos mais fracos e a construção da justiça", valores que, segundo ele, compartilha com o presidente da Itália, Giorgio Napolitano.

"O selo do amor qualifica todo ordenamento, comportamento e decisão", afirmou o cardeal, que disse que é necessário "retomar este princípio para evitar perigos e danos à solidariedade e à sociedade".

O secretário de Estado afirmou que sua mensagem está voltada especialmente aos funcionários da justiça dos tribunais vaticanos, mas estas palavras, disse, "valem para todos". EFE mcs/fal

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