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Vaticano nega envolvimento do banqueiro de Deus em misterioso seqüestro

O Vaticano desmentiu nesta terça-feira qualquer envolvimento do falecido arecebispo americano Paul Marcinkus, mais conhecido cmo o banqueiro de Deus, no misterioso seqüestro de uma adolescente em 1983, como afirmam os principais jornais italianos.

AFP |

"São acusações infames e sem fundamento contra monsenhor Marcinkus, que morreu há muito tempo e não pode se defender", afirma a nota divulgada pelo Vaticano.

Segundo os jornais Il Corriere della Sera e La Repubblica, uma testemunha do seqüestro, em Roma, da jovem Emanuela Orlandi, ocorrido em junho de 1983, o arcebispo Marcinkus foi a pessoa que teria ordenado seqüestro da moça, filha de um funcionário da Santa Sé.

As declarações da testemunha, então amante dos célebres chefes da temida organização criminosa romanda "bando de Magliana", são consideradas pouco confiáveis, não apenas pelo Vaticano, como também pela família Orlandi e a própria imprensa, que descobriu inúmeras contradições e incoerências no relato.

"Emanuela Orlandi foi seqüestrada não por dinheiro e sim por ordem do monsenhor Marcinkus. Ela foi raptada para enviar um sinal, uma mensagem dirigida a seus superiores", afirma Sabrina Minardi, ex-amante de Enrico Pedis, chefe do bando romano, segundo a versão do jornal La Repubblica.

Para a testemunha, o seqüestro da adolescente, que comoveu o país, foi uma espécie de advertência ao próprio Papa João Paulo II, que começava a questionar o arcebispo americano pela maneira com que conduzia as finanças da Santa Sé.

Marcinkus, investigado pela justiça italiana, se viu obrigado a deixar o Vaticano em 1990 e voltou para os Estados Unidos, onde morreu em 2006.

kv/jz/cn

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