Vaticano lamenta que Conferência sobre Racismo seja usada para atacar Estados

Cidade do Vaticano, 21 abr (EFE).- A Santa Sé lamenta a utilização da Conferência Mundial sobre o Racismo da ONU realizada em Genebra para assumir posições políticas, extremistas e ofensivas contra qualquer Estado e afirmou que isso não contribui ao diálogo e provoca conflitos inaceitáveis.

EFE |

O Vaticano manifestou sua posição em comunicado divulgado hoje depois de seu porta-voz, o jesuíta Federico Lombardi, ter defendido ontem a conferência, ao mesmo tempo em que criticou o discurso do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, por suas expressões "inaceitáveis e extremistas" ao acusar Israel de "racista".

Em sua nota, a Santa Sé ressaltou que o fórum é uma "importante ocasião" para dialogar com mais atenção na luta contra o racismo e a intolerância "que ainda atinge crianças, mulheres, descendentes de africanos e populações indígenas no mundo todo".

O Vaticano reiterou que seguirá presente na conferência.

Lombardi ressaltou que a "grande maioria" dos países participa do evento - boicotado por Israel, Estados Unidos, Itália, Canadá, Austrália, Holanda, Polônia, Nova Zelândia e Alemanha - e assegurou que o texto aprovado é "aceitável".

O porta-voz também afirmou que o compromisso do Vaticano na conferência é trabalhar para "firmar com clareza o respeito à dignidade do ser humano contra todo racismo e intolerância". EFE JL/bba

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