LONDRES (Reuters) - O Vaticano está em discordância com católicos comuns e o público sobre homossexualidade, disse o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair em entrevista nesta quarta-feira. Blair, que se converteu ao catolicismo em 2007 e defendeu políticas a favor dos homossexuais enquanto premiê, disse que católicos comuns têm posições mais liberais sobre homossexualidade que os líderes da Igreja e não acreditam que a condenação seja uma parte importante da religião.

"Se você fosse a qualquer Igreja Católica... em um domingo e fizesse uma pesquisa, ficaria surpreso em ver como as pessoas têm mentes mais liberais", disse Blair à revista gay Attitude.

Ele disse haver "enormes diferenças de gerações" em atitudes dentro da Igreja sobre homossexualidade, acrescentando duvidar que muitos católicos tenham opiniões formadas sobre tais assuntos.

Os comentários de Blair foram feitos menos de um ano após o papa Bento 16 ter dito que salvar a humanidade do comportamento homossexual era tão importante quanto salvar as florestas da destruição. A Igreja vê atos homossexuais, mas não a homossexualidade, como um pecado.

Blair, premiê britânico pelo partido Trabalhista por uma década desde 1997, interrompeu suas críticas diretas contra a opinião do Vaticano sobre homossexualidade, mas pressiona para que se "repense" alguns textos religiosos e opiniões sobre o assunto.

(Reportagem de Nick Vinocur)

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