Varsóvia confirma a morte do refém polonês no Paquistão

O ministro polonês das Relações Exteriores, confirmou nesta segunda-feira a autenticidade do vídeo que mostra a decapitação de um refém polonês por talibãs no Paquistão.

AFP |

"O vídeo da execução, esta execução monstruosa, é autêntica e infelizmente confirma o pior", afirmou Radoslaw Sikorski à imprensa. "Agora que já não podemos salvar nosso compatriota, nos esforçaremos em castigar seus assassinos", acrescentou.

Militantes talibãs divulgaram um vídeo, neste domingo, que mostra a decapitação de um engenheiro polonês, em protesto pela recusa de Islamabad de libertar insurgentes.

O vídeo, enviado para um correspondente da AFP, foi entregue um dia depois que o porta-voz de um grupo ligado aos talibãs anunciou a decapitação de Piotr Stanczak, seqüestrado na cidade de Attock, em 28 de setembro.

Stanczak, que trabalhava para uma companhia polonesa de energia, foi feito refém por um grupo de homens armados, que mataram seus dois motoristas e seu segurança.

Na gravação, pode-se ver Stanczak sentado sobre um tapete, com as pernas cruzadas, usando um traje cáqui típico do Afeganistão. A vítima diz algumas palavras em inglês, respondendo a perguntas de seus seqüestradores, nas quais pede ao governo de seu país que retire os soldados estacionados no Afeganistão.

Na cena seguinte, Stanczak continua sentado na mesma posição, mas com os olhos vendados. O polonês é decapitado com uma faca, por um homem encapuzado, enquanto outros dois, que estão atrás da vítima, apontam duas AK-47 para sua cabeça.

Depois, um militante mascarado diz que Stanczak foi justiçado pela recusa do governo de libertar prisioneiros talibãs. Em seguida, o mesmo homem ameaça os demais estrangeiros no território de terem o mesmo destino.

rj/tt/cn

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