Vários feridos em confrontos no setor antigo de Jerusalém

Várias pessoas ficaram feridas neste domingo em enfrentamentos entre palestinos e as forças de segurança israelenses no setor antigo de Jerusalém após incidentes entre fiéis judeus e muçulmanos na Esplanada das Mesquitas, segundo a Polícia e testemunhas.

AFP |

Pelos menos seis pessoas ficaram feridas, uma delas gravemente, segundo um fotógrafo da AFP presente no local. Várias testemunhas asseguraram que havia 11 feridos.

A Polícia anunciou oito detenções.

"Há tensões na área antiga, em particular no bairro muçulmano (...) e há muitos policiais mobilizados", disse à AFP o porta-voz policial Micky Rosenfeld.

De acordo com várias testemunhas, alguns jovens palestinos atiraram pedras nas forças de segurança mobilizadas nas ruelas do setor antigo, que reagiram com granadas ensurdecedoras.

A violência começou quando "um grupo de fiéis judeus que vinham das orações no Monte do Templo (nome que os judeus dão à Explanada das Mesquitas) foi atacado com pedras por cerca de 150 muçulmanos", indicou o porta-voz policial, acrescentando que as forças de segurança conseguiram separá-los.

No entanto, logo depois, segundo um fotógrafo da AFP, pelos alto-falantes dos minaretes das mesquitas da parte antiga de Jerusalém eram feitas convocações para que os muçulmanos se concentrassem nas imediações da Esplanada das Mesquitas.

"Com nosso sangue, com nossa alma, nos sacrificamos por ti Al-Aqsa", bradavam os jovens palestinos reunidos no lugar, cercado pela Polícia, indicou o fotógrafo.

A Esplanada das Mesquitas fica localizada na parte antiga, no setor leste do Jerusalém conquistado e anexado por Israel em 1967. É considerado o terceiro lugar mais sagrado do Islã depois de Meca e Medina, na Arábia Saudita, e abriga as mesquitas de Al-Aqsa e a Cúpula da Rocha.

Esse lugar ocupa a área onde, supostamente, ficava localizado o Templo judeu destruído pelos romanos no ano 70 da era cristã, cujo último vestígio é o Muro Ocidental (das Lamentações), venerado pela religião judaica.

Esses incidentes foram registrados no momento en que Israel se prepara para celebrar, a partir deste domingo à noite, o dia do Grande Perdão (Yom Kipur), marcado por um jejun de 25 horas e orações.

ChW/dm

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