Vargas Llosa vai participar do programa Alô Presidente, ao lado de Chávez

O escritor peruano Mario Vargas Llosa, acompanhado do ex-chanceler mexicano Jorge Castañeda e outros intelectuais que participam de um fórum sobre democracia e liberdade em Caracas, aceitaram um convite do presidente Hugo Chávez para um debate ao vivo em seu programa Alô Presidente.

AFP |

"Se o presidente quer este diálogo, ele é bem-vindo. Desde que em condições de igualdade", disse nesta sexta-feira Vargas Llosa em uma declaração à imprensa.

"Somos a favor do diálogo, este é um dos princípios básicos da cultura democrática que defendemos; é preciso haver comunicação, troca de ideias, confrontos de conceitos, de projetos", acrescentou Vargas Llosa.

"Como aqui não há liberdade de expressão, 'O Alô Presidente abre suas portas'", ironizou Chávez.

Chávez iniciou na quinta-feira uma maratona de quatro dias de programa, que vai durar até domingo e ao qual qualifica de "alternativo ao jornalismo parcial dos meios privados".

Na quinta-feira, o escritor peruano Mario Vargas Llosa, expoente da literatura latino-americana, desafiou em Caracas, o presidente Hugo Chavez, dizendo que a Venezuela pode se transformar em "ditadura comunista", na "segunda Cuba da América Latina", se o país continuar se afastando da democracia.

"Não há nenhuma dúvida que o país se aproxima de uma ditadura comunista", declarou o escritor, de 73 anos, na abertura de um fórum internacional sobre liberdade e democracia, que será concluído nesta sexta-feira na capital venezuelana.

Durante a intervenção, Vargas Llosa, candidato derrotado da direita à presidencial de 1990 no Peru, acusou o dirigente venezuelano de ter reduzido as "liberdades públicas, a liberdade de imprensa, de mercado, e de tudo sobre o que se baseia a cultura democrática" em seu país.

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