O secretário de Estado adjunto para a América Latina dos Estados Unidos, Arturo Valenzuela, afirmou na segunda-feira em Quito que seu país negocia um acordo de segurança com o Brasil.

"Entre as coisas que estão tramitando, está um acordo de segurança com o Brasil, mas isto ainda não terminou", afirmou Valenzuela durante uma visita a Quito, onde nesta terça-feira se reunirá com o presidente equatoriano, Rafael Correa.

Valenzuela evitou falar sobre se as conversas com o Brasil podem causar um novo mal-estar na União de Nações Sul-americanas (Unasul), que já rejeitou o acordo assinado por EUA e Colômbia no ano passado sobre o uso de bases.

Em 26 de março, o embaixador dos Estados Unidos em Bogotá, William Brownfield, revelou que Washington pretendia assinar acordos de colaboração com dois países latino-americanos, mas não identificou as nações.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, já chamou de ameaças os acordos anunciados por Brownfield.

A agência pública equatoriana destacou que o jornal O Estado de S. Paulo já informou que a negociação entre Estados Unidos e Brasil tem o objetivo de criar uma base militar no Rio de Janeiro para a luta contra o narcotráfico.

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