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Vale chama atenção por crescimento tórrido , diz Wall Street Journal

A companhia mineradora Vale S.A. está chamando a atenção do mundo pelo seu ritmo de crescimento tórrido, segundo extensa reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal americano Wall Street Journal.

BBC Brasil |

"Enquanto a gigante da mineração baseada no Rio abre seu caminho para a dianteira do palco de negócios globais, mais e mais pessoas fora do Brasil estão descobrindo", afirma a reportagem, que "a Vale é hoje a maior produtora mundial de minério de ferro, matéria-prima chave do aço."

Segundo a reportagem, "companhias de mercados emergentes como a Vale vêm escalando a lista das maiores e mais bem sucedidas empresas do mundo nos últimos anos".

"A Vale está crescendo em um ritmo tórrido. No ano passado, ela contratou 9.281 novos funcionários no Brasil, elevando seu número total de funcionários em todo o mundo para 124.013. Ela extraiu minério de ferro suficiente para encher 50 mil piscinas olímpicas e gerou receitas de US$ 39,7 bilhões - quase 10 vezes mais do que em 2001."

O jornal atribui o sucesso, entre outras coisas, à demanda da China por matérias primas e outras commodities - que teria provocado aumento no preço do minério de ferro - e a estratégia da Vale de ter comprado outras mineradoras pequenas no Brasil quando o preço ainda era baixo, colocando-a numa boa posição para aproveitar este aumento.

"Os preços do minério de ferro da Vale subiram em percentuais de dois dígitos em quatro dos últimos cinco anos, e o aumento de preço deste ano de 65% deve acrescentar até US$ 12 bilhões às receitas anuais."

O Wall Street Journal explica o histórico da Vale - de empresa estatal à gigante bem sucedida - citando a administração de Roger Agnelli, iniciada em 2000, que determinou uma visão clara para os planos futuros da empresa.

O jornal afirma que Agnelli é famoso por seus "abraços de urso e olhar penetrante", mas cita relatos de funcionários e ex-funcionários que o descrevem como "durão".

A reportagem ainda fala do trabalho de Agnelli junto às agências de classificação de risco, que obteve grau de investimento para a Vale em 2005 e 2006, fazendo com que a empresa conseguisse arrecadar fundos junto a investidores estrangeiros e pudesse competir em pé de igualdade no mercado internacional.

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