Vaias para Obama em referência a imigrantes ilegais

Washington, 9 set (EFE).- Uma insólito vaia, em uma referência aos imigrantes ilegais, rompeu hoje as frequentes salvas de aplausos no discurso do presidente de EUA, Barack Obama, sobre a reforma sanitária perante as duas Câmaras do Congresso.

EFE |

Obama tinha completado a primeira parte de seu discurso, na qual expôs as linhas da reforma, e procedia a refutar o que considerava "mentiras" divulgadas em torno da medida.

Assim, assegurou que "há quem afirme que nosso esforço de reforma assegurará aos imigrantes ilegais. Isto, também, é falso. As reformas que proponho não se aplicarão a que se encontre aqui ilegalmente".

Nesse momento, o congressista republicano pela Carolina do Sul Joe Wilson gritou "O senhor mente!".

Desconcertado por um instante, o presidente americano interrompeu seu discurso um momento antes de prosseguir, enquanto a primeira-dama, Michelle Obama, movimentava a cabeça de um lado para outro em sinal de reprovação.

Posteriormente, Wilson emitiu um comunicado no qual se desculpava por seu comportamento e assegurava que se havia "deixado levar por suas emoções".

"Apesar de estar em desacordo com as declarações do presidente, meu comentário foi inadequado e lamentável. Estendo minhas sinceras desculpas ao presidente pela minha falta de educação", indicou o congressista, que também expressou seu pesar em uma ligação telefônica ao chefe de Gabinete da Casa Branca, Rahm Emanuel.

Após o discurso de Obama, Wilson foi objeto de críticas inclusive entre seus correligionários republicanos.

Em declarações à cadeia "CNN", o senador John McCain, rival republicano de Obama nas eleições do ano passado, assegurou que o comportamento do congressista foi "completamente desrespeitoso" e deveria "desculpar-se imediatamente".

A interrupção de Wilson é pouco habitual, já que o protocolo contempla que nos discursos do presidente às duas Câmaras do Congresso, ocasiões de grande solenidade e que normalmente só sucedem uma vez ao ano, na apresentação do Estado da União, os legisladores da oposição mantenham a compostura e só manifestem seu desacordo ao não somar-se aos aplausos.

Mas a de Wilson, embora insólita, não foi a única interrupção que sofreu Obama.

Anteriormente, os republicanos deixaram ouvir seus risos quando Obama assegurou, em um momento do discurso, que existia um "amplo consenso" sobre a maior parte da reforma apesar de se mantinham "diferenças significativas". EFE mv /fk

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