Vacina contra gripe A nos EUA também sairá em forma de spray nasal

Washington, 18 set (EFE).- O Centro para a Prevenção e o Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, em inglês) anunciou hoje que entrará em circulação no início de outubro um primeiro lote de 3,4 milhões de vacinas contra a gripe A, a maioria delas em forma de spray nasal.

EFE |

"Quando a vacina estiver disponível na primeira semana de outubro, distribuiremos uma carga inicial de pelo menos 3,4 milhões de doses em quase 90 mil centros autorizados em todo o país", disse hoje Jay Butler, assessor médico do CDC, em uma teleconferência.

"Segundo nossos dados, praticamente todas elas sairão na forma de spray nasal, mas pode ser que tenhamos algumas doses em forma de injeção", acrescentou.

O CDC obteve estas informações dos quatro fabricantes que obtiveram na terça-feira uma licença da Administração de Alimentos e Remédios dos EUA (FDA, na sigla em inglês) para distribuir a vacina.

O spray patenteado, chamado FluMist, só está aprovado para sua aplicação em indivíduos saudáveis com idades entre dois e 49 anos.

Isto exclui a parte da população considerada "de risco" pelo Departamento de Saúde americano, como os bebês ou os maiores de 50 que sofrem de problemas respiratórios.

Segundo a secretária de Saúde americana, Kathleen Sebelius, as primeiras doses serão destinadas à população de risco, na qual também entram as mulheres grávidas, os menores de 24 anos, as pessoas que cuidam de bebês e os trabalhadores do setor de saúde.

No total, estes grupos somam quase 160 milhões de pessoas no país, o que esgotaria a maior parte da quantidade de vacinas encomendada pelo Governo americano.

A partir de outubro, o CDC espera distribuir pelo menos 20 milhões de doses por semana, "para que em dezembro já tenhamos entregado as 195 milhões" adquiridas pelo Departamento de Saúde, disse Butler.

Os EUA são o único país que aprovou o spray nasal como método preventivo contra a gripe A.

Esta variante da vacina é elaborada com um vírus A(H1N1) vivo e enfraquecido, enquanto a injeção utiliza o mesmo vírus, só que morto.

A gripe A causou 9.079 internações e 593 mortes nos EUA entre abril, quando o foco do vírus A(H1N1) foi detectado no país, e este mês, quando o CDC parou de divulgar dados específicos sobre casos da doença e passou a contabilizá-los junto a casos de outros tipos de gripe e pneumonia.

Segundo Butler, com o começo da temporada escolar nos EUA, a expansão do vírus se intensificou, e 21 dos 50 estados do país já acusam uma atividade intensa do A(H1N1). EFE llb/bba

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