Uzbequistão realiza 2º turno das eleições legislativas

Moscou, 10 jan (EFE).- O Uzbequsitão vive neste domingo o segundo turno das eleições legislativas nas 39 circunscrições eleitorais do país em que nenhum dos candidatos conseguiu mais de 50% dos votos no pleito de 27 de dezembro.

EFE |

Os dois candidatos que tiveram mais votos em suas circunscrições terão direito a disputar as vagas, segundo as autoridades eleitorais.

Mais de 15.108.000 cidadãos de um total de 17.215.700 com direito a voto participaram da primeira etapa das eleições para a Câmara Baixa do Parlamento. A participação foi de 87,8% nas 135 circunscrições, informaram as agências russas diretamente de Tashkent, capital do país.

No primeiro turno, a aliança do presidente do país, Islam Karimov, obteve 33 vagas. Aparecem em seguida o Partido Democrático Miliy Tiklanish (Renascimento Nacional), con 25; o Partido Democrático Popular, com 22; e o Partido Social-Democrata Adolat (Justiça), com 16.

Embora não participe das votações, o Movimento Ecologista do Uzbequistão levou automaticamente 15 das 150 vagas da Câmara Baixa, com o objetivo de aumentar seu papel na sociedade.

Segundo a Constituição local, é de responsabilidade de um membro do Parlamento substituir o presidente caso ele não possa mais governar.

O Uzbequistão foi governado com mão de ferro desde os tempos da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Em 2005, o Legislativo unicameral de 250 deputados foi substituído por um Parlamento bicameral.

A formação do Senado uzbeque, com 100 membros, acontecerá entre os dias 18 e 23 deste mês. Dezesseis deles serão nomeados pelo presidente, entre personalidades da cultura, ciência, do empresariado e outros âmbitos da atividade pública.

Desde sua reeleição, em 2007, o presidente do Uzbequistão tem se aproximado do mundo ocidental ao abolir a pena de morte e ceder território para o tráfego de carregamento não militar ao Afeganistão.

Em resposta, a União Europeia (UE) suspendeu as punições impostas pela chacina de centenas de civis em Andiyan, no ano de 2005 - o embargo de armas e a negativa a emitir vistos a altos funcionários para circular nos países do bloco. EFE.

egw/jac

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