Uso de bebida alcoólica entre adolescentes aumenta na Europa

VIENNA, Áustria - Uma estudante de 13 anos comemorou as férias de primavera no sul da Áustria com uma garrafa de schnapps. Ela foi parar na Unidade de Tratamento Intensivo.

AP |

Em outros países em toda a Europa os adolescentes chegam às manchetes de jornais por beber em excesso, geralmente desmaiando no processo.

Eles fazem isso em idades cada vez mais precoces: um relatório de 2006 da União Européia afirma que quase todos os estudantes europeus entre 15 e 16 anos já beberam álcool em algum momento e, em média, começam a fazer isso com 12 anos e meio.

Os dados advêm de uma pesquisa realizada em 2003 pelo Projeto de Pesquisa da Escola Européia sobre Álcool e outras Drogas.

Mais de um em cada seis já beberam em excesso - cinco ou mais bebidas em uma ocasião - três ou mais vezes no último mês, afirma um relatório realizado pelo Instituto de Estudos do Álcool, baseado em Londres. Ele exclui os recém-chegados ao bloco Bulgária e Romênia.

Ao contrário dos Estados Unidos, onde mesmo os adultos têm que mostrar identidade para comprar cerveja e outras bebidas alcoólicas, as leis européias são mais relaxadas e a idade em que a bebida é permitida varia entre 16 e 18 anos.

Bebidas podem ser compradas nos supermercados, ao contrário dos EUA, garrafas e latas são mantidas em áreas supostamente fora do alcance de menores, mas identidades são raramente exigidas.

Na Áustria - onde o hábito é conhecido como "Komatrinken" ou beber até o coma - uma nova lei proíbe a venda de álcool para menores de 16 ou 18 anos, dependendo da região, e exige que os caixas e estabelecimentos peçam identidades quando em dúvida. O não cumprimento da lei pode resultar em uma multa de US$5.610 ou perda da licença.

"Quando se trata do hábito de beber até o coma entre os jovens falamos de um fenômeno que precisa ser combatido", disse o ministro da economia Martin Bartenstein.

As autoridades e especialistas reconhecem que a questão não será resolvida facilmente.

A OMS estima que cerca de 76.3 milhões de pessoas com desordens relacionadas ao álcool em todo o mundo.

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