Usina de Fukushima continua recebendo água para esfriar reatores

Situação continua séria, mas melhorou nas últimas horas, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica

EFE |

Caminhões-pipa retomaram nesta segunda-feira o lançamento de água ao reator 4 da usina nuclear de Fukushima, cuja situação continua sendo séria, mas melhorou nas últimas horas, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

AP
Foto mostra fumaça subindo de reator 3 da usina de Fukushima, no Japão, no último dia 17
Segundo informou a agência local "Kyodo", o reator 3 da unidade esteve recebendo toneladas de água de domingo até o começo da madrugada desta segunda-feira.

Os esforços se concentram há dias nas unidades 3 e 4, as mais afetadas pelas explosões que se sucederam após o terremoto de 9 graus do dia 11 de março e o posterior tsunami, que inutilizou seus sistemas de refrigeração e causou uma crise nuclear no Japão sem precedentes.

 O objetivo é esfriar suas piscinas para evitar que as barras de combustível armazenadas fiquem expostas ao ar e, no pior dos casos, se fundam e emitam grandes quantidades de radiação.

As unidades 2 e 5 da usina estão conectadas desde o domingo a fontes de energia externa e espera-se que dessa forma se possam esfriar os reatores, assim como suas piscinas de água, uma vez se restaure seu sistema de refrigeração.

Isso poderia levar ainda vários dias no caso do reator 2, cujo envoltório de contenção sofreu sérios danos, segundo a Agência de Segurança Nuclear do Japão, citada pela "Kyodo".

As unidades 5 e 6, por sua vez, são as menos afetadas e no domingo foram registradas temperaturas relativamente normais em suas piscinas de armazenamento de combustível usado.

A AIEA, que nesta segunda-feira realizará uma reunião extraordinária em Viena, reconheceu no domingo que nas últimas horas houve uma evolução positiva nos esforços para esfriar os seis reatores da central e evitar assim maiores danos.

Disse, no entanto, que a unidade danificada continua liberando radiação e que riscos maiores não estão descartados pois a situação continua sendo "muito séria", de acordo com o assessor científico da AIEA, Graham Andrew.

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