Usar burka em público na França pode gerar multa de US$ 1072

Paris, 7 jan (EFE).- Vestir burka em espaços públicos na França pode gerar uma multa de 1072 dólares, se seguir adiante um polêmico projeto de lei que o Governo espera apresentar durante as próximas duas semanas, informaram hoje meios de comunicação franceses.

EFE |

A multa seria aplicada a qualquer pessoa que, em via pública, leve o rosto "completamente coberto", segundo explicou o presidente do grupo da governante União para um Movimento Popular (UMP) na Assembleia Nacional, Jean-François Copé, em entrevista concedida ao jornal "Le Figaro Magazine".

Além disso, o texto prevê uma sanção "agravada para um homem que obrigue uma mulher a usar o véu completo", acrescentou o deputado.

A polêmica lei poderia começar a ser aplicada no segundo semestre de 2010 se for cumprido o calendário que planeja a UMP, com maioria na Assembleia Nacional, depois de encerrar o debate parlamentar e as consultas às pessoas interessadas, explicou Copé.

Enquanto isso está em curso uma missão parlamentar que estuda o assunto e deve apresentar suas conclusões no final de janeiro.

A iniciativa de proibir o uso público do burka - veste de origem afegã que oculta completamente à mulher com uma larga túnica e só conta com uma pequena abertura à altura dos olhos - surgiu no ano passado, cinco anos depois da proibição do véu islâmico e dos signos religiosos nos centros públicos franceses.

Cerca de 60 deputados de diferentes partidos pediram uma comissão de investigação sobre a proliferação da burka, projeto apoiado pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy.

Durante um solene discurso no Palácio de Versalhes, Sarkozy classificou a veste como um "signo de servidão", contrário à "ideia da República francesa sobre a dignidade da mulher" e declarou que a mesma "não é bem-vinda no território francês".

Tão controvertido como o debate sobre o véu islâmico, a discussão sobre a conveniência de proibir a burka dividiu o Partida Socialista (PS).

Enquanto o porta-voz da formação, Benoît Hamon, condenava a utilização da burka, mas afirmava que seu partido "não é favorável a uma lei proibitiva", pesos pesados da família socialista como o deputado Mauel Valls demonstrou ser favorável ao projeto de lei. EFE jaf/dm

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