Uruguaio envolvido em escândalo da mala se declara culpado nos EUA

Um cidadão uruguaio envolvido no chamado escândalo da mala, Rodolfo Wanseele Paciello, declarou-se culpado, hoje, em um tribunal de Miami. O escândalo consistiu no envio da Venezuela à Argentina de uma valise com 800 mil dólares, como suposta doação ilegal à campanha presidencial de Cristina Kirchner.

AFP |

O uruguaio era acusado pelo governo dos Estados Unidos de atuar como agente estrangeiro encoberto e conspirar em Miami, junto com quatro venezuelanos, para ocultar esse envio de dinheiro e o papel tido pelo governo da Venezuela na operação.

Wanseele Paciello, de 40 anos, preferiu declarar-se culpado e colaborar com os promotores federais.

A mesma decisão foi adotada antes por dois dos venezuelanos acusados - o advogado Moisés Maiónica e o empresário Carlos Kaufmann - como forma de conseguir uma redução da pena prevista, de no máximo de 10 anos de prisão.

O depoimento do uruguaio foi dado à juíza federal Joan Lenard, do distrito sul da Flórida.

Entenda o escândalo da mala

O caso começou com o empresário americano-venezuelano Guido Antonini Wilson, radicado em Miami, que viajou em agosto do ano passado de Caracas a Buenos Aires com uma maleta contendo os 800 mil dólares, apreendidos por agentes da alfândega ao chegar à Argentina.

Segundo a promotoria federal americana, Antonini Wilson - convertido em informante do FBI - desconhecia o conteúdo da maleta e quando retornou a Miami começou a ser pressionado por enviados venezuelanos para que não revelasse a origem e o destino do dinheiro.

Conversações gravadas pelo FBI entre os detidos indicaram que o dinheiro estava destinado à campanha da então candidata Cristina Kirchner, eleita presidente no dia 28 de outubro.

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