Uruguaio acusado de fazer sexo com subordinados decide processar Exército

Montevidéu, 11 dez (EFE).- Um militar uruguaio acusado de manter relações homossexuais com subalternos enquanto estava à frente de uma missão de paz da ONU no Sinai processará o Ministério da Defesa do Uruguai, órgão do qual cobrará uma indenização de US$ 200 mil, anunciou hoje seu advogado.

EFE |

O tenente-coronel Leonardo García foi investigado por supostas relações homossexuais com subalternos. No entanto, o Estado-Maior do Exército uruguaio, que ficou a cargo da investigação, não encontrou provas contra o militar.

"Não surgiram testemunhos, elementos nem provas contundentes que sustentem com certa solidez as injúrias e comentários que circulam sobre a pessoa do comandante do contingente", disse o Exército uruguaio.

A investigação administrativa concluiu que "a desconfiança e as intrigas que os próprios envolvidos levantaram sobre o incidente, assim como sua rápida difusão, tanto dentro do contingente (no Sinai) como no país (Uruguai), fizeram o fato parecer pouco claro e anormal".

O ocorrido "sem dúvida torna tensa as relações entre os protagonistas e as pessoas próximas, assim como distorce o normal funcionamento e a verticalidade do comando", disse a comissão investigadora.

O tenente-coronel García, por meio do seu advogado, Luis Manzoni Rubio, teve que entrar com um recurso na Justiça uruguaia, já que o Exército lhe negou o acesso à investigação interna e seu resultado.

Após obter uma sentença favorável dos tribunaus e ter acesso ao processo interno, o militar decidiu entrar com uma ação contra o Ministério da Defesa.

O tenente-coronel "sofreu danos morais muito grandes, primeiro pelas difamações das quais foi alvo e também pelo prejuízo a sua carreira militar, devido à atuação do comando do Exército", afirmou Manzoni em declarações à imprensa uruguaia.

O advogado lembrou que seu cliente "não teve chance de se defender em primeira instância e teve que recorrer à Justiça para obter provas e demonstrar sua inocência" frente à difamação", acrescentou. EFE jf/sc

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