Uruguaia denuncia desorganização em resgates em Machu Picchu

Montevidéu, 27 jan (EFE).- A uruguaia Noelia Carranzo, uma das centenas de turistas de várias nacionalidades, incluindo brasileiros, que estão isolados nos arredores de Machu Picchu devido às fortes chuvas que atingem essa região do Peru, denunciou hoje uma situação de desorganização e caos, o que tem dificultado os resgates.

EFE |

"Em alguns momentos é o prefeito quem está no controle, em outros os militares e logo em seguida os policiais. As informações estão desencontradas e não sabemos quando sairemos daqui", desabafou à "Rádio Carve" de Montevidéu a partir da estação de trens de Aguas Calientes.

"Não podemos sair da estação, recebemos pouca comida e os rumores sobre irregularidades são muitos", acrescentou.

"Se fala até em pagamento de US$ 450 para garantir um lugar nos helicópteros de resgate", contou Carranzo, de 22 anos.

Além disso, "há pessoas apresentando atestados médicos falsos para serem incluídas no grupo de prioridade", acrescentou.

Carranzo disse que o embaixador do Uruguai no Peru, Juan José Arteaga, entrou em contato com o grupo de turistas isolados nas proximidades de Machu Picchu, "mas não conseguiu nenhuma solução ainda para nos retirar daqui", assinalou.

Ela contou que nesta quarta-feira as chuvas continuam na região.

Na terça-feira, o Governo peruano informou que 475 turistas foram retirados de Machu Picchu. Hoje, outros 800 serão resgatados com o auxílio de helicópteros, detalhou o ministro do Comércio Exterior e Turismo, Martín Pérez.

O Ministério das Relações Exteriores do Uruguai emitiu um comunicado destacando que "a região de Cuzco, o principal destino turístico do Peru, está em emergência devido às fortes chuvas que já causaram sete mortes".

De acordo com a informação da embaixada uruguaia em Lima os "mais de 30" turistas uruguaios estão bem.

As autoridades peruanas e as da Chancelaria uruguaia "estão empenhadas em solucionar o problema" e estão "em contato permanente" com a missão diplomática do país, acrescenta a nota. EFE jf/dm

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