Uruguai rejeita mais países com direito a veto na ONU

Nações Unidas, 27 set (EFE).- O chanceler uruguaio, Gonzalo Fernández, afirmou hoje que seu país não apoiará a criação de novos membros com direito a veto nas Nações Unidas.

EFE |

"O direito a veto é um privilégio acirrado com a democratização plena de nossa organização", disse o ministro em seu discurso perante a Assembléia Geral da ONU.

O chanceler uruguaio apoiou uma reforma das Nações Unidas que signifique uma aposta pelo multilateralismo, que de mais voz aos países em desenvolvimento, da mesma forma que fizeram outros países latino-americanos esta semana no mesmo fórum.

Também defendeu o relançamento das negociações de liberalização comercial no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), especialmente no setor agrícola para garantir a segurança alimentar, sempre evitando práticas protecionistas.

Sobre energia, ressaltou que a América Latina requer cooperação tecnológica para desenvolver pesquisas sobre os biocombustíveis.

O chanceler se referiu também à crise financeira mundial, destacando que as causas "não correspondem aos países em desenvolvimento, mas seus efeitos castigam os emergentes".

Quanto aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) para 2015, cuja meta principal é a redução da pobreza, apontou que seu país deu passos firmes para sua concretização.

O chanceler uruguaio finalizou seu discurso com uma chamada para que a ONU seja o organismo reitor e máximo fórum multilateral para encontrar soluções às graves ameaças à paz mundial, sempre dentro de uma firme aposta pelo multilateralismo. EFE va/rr

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